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Após toda eleição surge um escãndalo de empresas bancando candidatos com dinheiro de propina de contratos com a dministração pública.
Imagina no Rio de Janeiro, o que o PMDB não vai gastar ?
Reprodução da Folha de São Paulo
Os candidatos à Prefeitura de São Paulo que comandam as principais coligações na disputa definiram um limite de gastos na campanha que totaliza R$ 258 milhões. Na comparação com a eleição de 2008, o aumento é de 162%, já descontada a inflação.
José Serra (PSDB) informou ontem à Justiça Eleitoral que gastará até R$ 98 milhões. De acordo com a última pesquisa Datafolha, ele lidera a disputa com 31% das intenções de voto.
Fernando Haddad (PT) apresentará estimativa de R$ 90 milhões -o prazo final para registro é hoje. Gabriel Chalita (PMDB) fixou seu teto de gastos em R$ 70 milhões. Os dois têm 6% das intenções de voto.
Integrantes de duas das campanhas relataram à Folha um acordo informal para a fixação de altas estimativas de gasto na corrida eleitoral.
Na eleição passada, as projeções de custos Gilberto Kassab, então no DEM, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) somavam R$ 80 milhões. No final, as três campanhas declararam ter gasto R$ 67 milhões. Kassab, o vencedor, previa R$ 30 milhões e gastou R$ 29,7 milhões.
COMPETIÇÃO
"Vai ser uma campanha competitiva. A projeção [de gastos] vale para o primeiro e o segundo turno. Por isso, quem tem perspectiva de chegar até o segundo turno estipula gastos maiores, inclusive por conta dos custos de programas de TV", disse o coordenador de imprensa do comitê tucano, Fábio Portela.
O tesoureiro da campanha petista, Chico Macena, classificou como "natural" a elevação dos gastos. "Isso não quer dizer que vamos gastar toda a meta", afirmou.
Macena disse não ver relação entre o aumento dos gastos e a escolha de um candidato pouco conhecido, que precisará investir pesado para construir sua imagem.
O advogado do PMDB, Ricardo Vita Porto, diz que a expectativa de gastos de Chalita reflete a crença de que ele estará no segundo turno. Para o deputado estadual Jooji Hato (PMDB), o custo da campanha de TV contribui para o aumento das previsões.
PT e PSDB optaram por marqueteiros que polarizaram a eleição presidencial de 2010: João Santana e Luiz Gonzalez, que atuaram para Dilma Rousseff e Serra.
O candiato Celso Russomanno (PRB), 24% no Datafolha, não havia finalizado suas previsões de gastos até ontem.