Rádio Blog do Ricardo Gama

terça-feira, 10 de abril de 2012

Aviso sobre o blog ao vivo

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Gente eu vou continuar com o blog ao vivo, mas esse horário das 23 horas não está dando para mim.

Vou arrumar um outro horário e informo.

Peço desculpas a todos.

Abraços,

Ricardo Gama
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Morador da Vila Kenedy diz que bilhete único piorou a sua vida

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Reprodução do jornal O Dia, Informe do dia

Moradores de Vicente de Carvalho elegeram Eduardo Paes o "Judas" deste ano

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Reprodução do jornal O Dia, Coluna dos Leitores


Moradores expulsos pelo tráfico do Complexo da Covanca "moram" no pátio da 41ª Delegacia em Jacarépaguá

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Isso é inédito no Rio, uma barbaridade sem fim, vítimas da violência se mudaram para uma DP, até quando ?

E aí Sérgio Cabral e Beltrame ?

Capa do jornal O Dia


Dê STOP na rádio e vejam o vídeo do R7.



Reprodução do O Dia On line.




Rio - O pátio da 41ª DP (Tanque), em Jacarepaguá, na Zona Oeste, transformou-se em abrigo temporário para moradores do Complexo da Covanca, no mesmo bairro, que já sofriam com ações da milícia e, recentemente, foram expulsos de suas casas por traficantes. Alguns têm dormido em carros de vítimas em frente à unidade. Segundo a polícia, tudo aconteceu após a retomada das comunidades da região por traficantes que tentavam voltar para a área desde janeiro.

De acordo com a associação de moradores da comunidade, quatro pessoas morreram na disputa pelo território e 16 famílias foram expulsas por bandidos do Comando Vermelho. Com medo, um morador tem usado até colete à prova de balas para andar nas ruas. A guerra teria começado com a morte da secretária da associação de moradores Iara Gomes Prata, 59 anos, assassinada no dia 13 de janeiro com 11 tiros no rosto.

Segundo a polícia, ela, que distribuía as cartas para os moradores da favela após recebê-las dos Correios, teria sido morta por traficantes. No mesmo dia, uma ex-funcionária da entidade, identificada apenas como Elizabeth, de 42 anos, também foi morta.

Na tarde de domingo, após a ordem para o fechamento do comércio, pelo menos 22 criminosos, armados com fuzis e pistolas, invadiram a comunidade e fizeram mais uma vítima: o pedreiro Lindomar Barbosa Dias, 25, foi morto com dois tiros, um no ombro e outro na nuca. Ele foi velado na noite de ontem, e o corpo será enterrado em Minas Gerais. Ontem, muito abalados, parentes de Lindomar não quiseram comentar sobre o crime.

Segundo moradores retirados da comunidade, as expulsões mais recentes começaram na quinta-feira. “Passei a Páscoa aqui na delegacia. Não sei o que é uma refeição decente há dias. É muita humilhação ser expulsa de casa dessa forma. Só pude pegar umas mudas de roupa e documentos”, conta uma moradora, sem se identificar.

Ela conta que os criminosos foram até a casa dela e a expulsaram do imóvel, que seria transformado em boca de fumo. “Eles também disseram que vão usar minha casa para embalar as drogas”, completou a moradora, que deixou a Covanca com o marido e os três filhos. A mãe dela, que era sua vizinha, também foi expulsa. “Fui informada por telefone. Eles ligaram e me disseram para não voltar mais. Com medo, obedeci”, disse ela, de 65 anos.

Quadrilha queima casa para usar como boca de fumo

Quinta-feira, um morador foi expulso de casa e viu sua vida virar cinzas. “Me colocaram para fora e atearam fogo em tudo. Não sobrou nada, nem meus documentos. Disseram que ali é um ponto estratégico e que precisavam do espaço”, contou. Ele disse que também passou o fim de semana na delegacia.

De acordo com investigadores da 41ª DP (Tanque), o enfraquecimento da milícia com prisões de integrantes dos grupos paramilitares teria favorecido o ataque do tráfico.

As investigações apontam Alexsandro Rocha da Silva, o Sam da Caicó, e o irmão dele, Anderson Rocha da Silva, o Russão, como os traficantes que lideraram o ataque do fim de semana. Sam e Russão, além dos comparsas identificados como Antoninho e Bruninho, estavam refugiados no Jacarezinho, durante a permanência da milícia na Covanca.

Cinco anos de guerra

Há mais de cinco anos, moradores do Complexo da Covanca sofrem com a disputa entre traficantes de drogas e milicianos pelo domínio do território e a exploração de serviços oferecidos na comunidade, como o sistema de transporte alternativo.

Investigações sobre a atuação de milicianos revelam que, para dominar a área da Covanca, paramilitares montaram uma espécie de consórcio, com milicianos de outras áreas, como Rio das Pedras, para invadir e expulsar os traficantes, como O DIA noticiou em reportagens no ano de 2007.

Em diversas operações policiais na região, centrais de TV a cabo clandestinas, montadas em casas de moradores expulsos por traficantes ou milicianos, e até um cemitério clandestino, na Estrada da Covanca, foram localizados. O local também é usado, de acordo com policiais do Serviço Reservado do 18º BPM, para desmanche de veículos roubados. As peças retiradas são comercializadas por ferros-velhos da região.

Cracolândia e roubos a vontade ao lado da Secretaria de Segurança, e aí Beltrame ?

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Dê STOP na rádio acima e veja o vídeo do Jornal nacional que revela o descaso do Governo Sérgio Cabral.



Reprodução do O Globo On line.



RIO - Uma reportagem veiculada na segunda-feira pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, mostra uma cracolândia em pleno Centro do Rio. Pelas imagens, crianças, adolescentes e adultos se reúnem atrás do prédio do Comando Militar do Leste, na Praça Duque de Caxias. O local fica a poucos metros da Central do Brasil, por onde passam milhares de pedestres todos os dias e onde também funciona a Secretaria estadual de Segurança. Nas imagens, militares do Exército chegam a abordar um menor. Ele é retirado da cracolândia, mas retorna minutos depois e se junta aos demais usuários.

A reportagem foi ao local após flagrar menores assaltando pedestres quatro meses atrás nas ruas do Centro. Desta vez, os cinegrafistas flagraram novamente um grupo praticando assaltos na Avenida Presidente Vargas. Numa das imagens, é possível ver um grupo de oito adolescentes atacando pedestres. Em outro trecho, eles arrancam o cordão de uma mulher que se preparava para subir num ônibus. As imagens flagraram ainda menores jogando pedras nos ônibus.

Segundo o "JN", em fevereiro de 2011 houve 70 roubos naquela região. Este ano, no mesmo período, foram registrados 77. Os furtos apresentaram maior crescimento. No passado, também em fevereiro, foram 283. Este ano, os roubos chegaram a 380. Um crescimento de 34%. A Polícia Militar chegou a instalar grades de ferro ao longo da Avenida Presidente Vargas para tentar inibir a ação dos ladrões, mas eles conseguem pular as barreiras.

Em entrevista ao telejornal, o major do Comando Militar do Leste, Antonio Machado Lamas, afirmou que, diariamente, os policiais atuam na região abordando usuários de crack, mas eles sempre acabam retornando:

— Essa falta de noção (do usuário) faz com que ele volte ao vício, mesmo que assistido pelos diversos órgãos. Retorne ao vício e retorne para cá. Isso acaba sendo um problema contínuo que nós temos que enfrentar, assim como em outras áreas da cidade.

Já o coronel da Polícia Militar, Amauri Simões, admitiu que a repressão aos usuários é uma tarefa "ingrata" porque muitos menores são reincidentes.

— Só hoje (dia da gravação da reportagem), com o novo policiamento que implantamos aqui, prendemos cinco menores. Isso só hoje. E vários deles tinham passagem pela delegacia. Só que é uma briga ingrata para a Polícia Militar. Mas nós estamos aqui todos os dias tentando resolver esse problema — afirmou Simões.

A Secretaria de Segurança informou que a partir de segunda feira, policiais a cavalo vão reforçar o policiamento no entorno da Central do Brasil.

A luta contra a disseminação do consumo de crack na cidade levou a prefeitura a planejar a instalação de uma base permanente de atendimento aos usuários nos locais de concentração dos dependentes. A medida, que seria semelhante ao modelo das UPPs, foi anunciada no início do ano e será mantida com recursos do Ministério da Saúde. Somente numa operação no Jacarezinho, no ano passado, 1.139 pessoas usuárias da droga foram acolhidas pela prefeitura. Em janeiro deste ano, mais 88 pessoas foram levadas para a delegacia. Na operação, a Polícia Civil apreendeu 42 pedras de crack.

VIOLÊNCIA SEM FIM ! PM sargento Celso de Jesus é morto por criminosos ao tentar impedir assalto em Niterói

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Barbaridade. o que as autoridades públidas estão esperando para fazer algo em Niterói ?

Reprodução Jornal Extra on line

Reprodução do O Dia On line.






Rio - Niterói registrou mais um caso de violência na noite desta segunda-feira. Um policial militar à paisana, lotado no 12º BPM (Niterói), morreu após trocar tiros com assaltantes no posto de gasolina da Avenida João Brasil, esquina com Alameda São Boaventura, no Fonseca. Segundo testemunhas, o sargento Celso de Jesus tentou evitar o assalto, mas levou quatro tiros, um deles na cabeça. O militar morreu ao dar entrada no Hospital Azevedo Lima.

O Serviço Reservado do 12º BPM (Niterói) informou que testemunhas ajudaram a fazer o retrato de um dos suspeitos da morte do sargento, que estava abastecendo seu carro no momento do assalto, por volta das 20h30 de segunda-feira. Testemunhas informaram que os assaltantes fugiram em três motos e um carro importado. O caso foi registrado na 78ª DP (Fonseca).

Na noite de sábado, o fisioterapeuta Fabiano de Almeida Affonso, 35 anos, foi baleado na cabeça durante um assalto na Estrada Velha de Itaipu. Ele corre o risco de perder a visão. No dia 1º de abril, o estudante de administração Jorge Luiz de Carvalho, 24, foi baleado durante um assalto no bairro do Ingá e morreu cinco dias depois. Em 31 de março, o ginecologista Carlos Vieira de Carvalho Sobrinho, 65, morreu durante assalto em Icaraí.

Onda de violência em Niterói

O crime atravessou a Baía de Guanabara e desembarcou de fuzil na mão. Os números da violência em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí mostram cidades sitiadas pelas armas. Quase um terço da população dos municípios vive em áreas classificadas como de risco por prestadoras de serviço, concessionárias e distribuidoras de bebidas, eletroeletrônicos e móveis. Os números indicam que o crime cresce do outro lado da Ponte Rio-Niterói na medida que os morros e favelas das zonas Sul e Norte do Rio são pacificados.

O estudo, feito este ano pelas empresas que prestam serviço à Endesa, detectou que das 391 mil residências atendidas só em São Gonçalo, pelo menos 119 mil (30,36%) ficam em áreas controladas por traficantes. E em 20% dessas áreas, até 2010 os técnicos não relatavam presença de homens armados. A mesma média vale para Niterói. Lá, das 229 mil casas e apartamentos, ao menos 65,6 mil (28,68%) estão em regiões conflagradas.

Mais roubos

O aumento de homens armados não se limita à geografia. Está traduzido em mais roubos. Os dados do Instituto de Segurança Pública mostram roubos a cargas em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá mais do que dobraram em três meses.

Em só 61 dias (dezembro de 2011 e janeiro de 2012) foram registrados 63 assaltos na 72ª DP (São Gonçalo), quase um caso por dia. Se somar as ocorrências da Grande Niterói e Itaboraí, o número é ainda mais assustador: 131 roubos nos dois meses. No mesmo período dos anos anteriores foram 52 ataques.

Como antídoto, as empresas de eletroeletrônicos adotaram uma tática, em acordo com associações de moradores, para não riscar as comunidades em áreas de risco do mapa de entrega. Criaram central de depósito — um endereço residencial fora dos morros e favelas onde as compras são recolhidas.

As cervejarias, para escapar de ataques, seguem cartilha conhecida dos cariocas: escolta-armada e recusa de atendimento a comerciantes no coração das favelas.

Bandidos dominam áreas que antes eram tranquilas

Se em algumas comunidades, nos últimos meses, houve a expansão das atividades criminosas e o reforço do poderio de bandidos, em outras a tranquilidade deu lugar às armas. O Morro do Preventório, em Charitas, Niterói, foi invadido por bandidos que seriam da Mangueira. Com isso, serviços básicos como água, luz e telefone ficaram mais distantes dos moradores.

Comunidades como os complexos do Caramujo e Santa Rosa, além do Morro do Cavalão também se reforçaram. “Na Região Oceânica de Niterói, o entorno da Lagoa de Piratininga, o Caniçal, o Inferninho e o Jacaré estão com tráfico pesado”, disse o presidente do Conselho de Segurança dos bairros, Renan Lacerda.

Algumas áreas do Fonseca, como o entorno da Rua 22 de Novembro, antigos pontos de concentração de casas populares foram dominadas por bandidos. Há cenários semelhantes nas regiões do Coelho, Miriambi, Coruja, Morro dos Martins, em São Gonçalo; Rua 100, Parque Industrial, Barreiro e Vila Progresso, em Itaboraí; e favelas Saco da Lama, Cocadinha, Itaipuaçu e Boqueirão, em Maricá.

“Ouvimos relatos de moradores de onde antes você não via nem um revólver enferrujado, e agora tem inúmeros fuzis e gente com granada até o ‘pescoço’", detalhou o secretário de Segurança de São Gonçalo, Marcus Jardim.

Medidas de segurança adotadas dificultam dia a dia da população

Com a entrega de mercadorias em locais distantes, moradores precisam carregar os produtos do jeito que podem. “Normalmente são entregues nas associações de moradores, ONGs ou casas de líderes comunitários nas partes planas”, destacou morador do Preventório, em Charitas.

Quando o assunto é bebida, os traficantes adotaram uma tática de lucro: passaram a comprar a mercadoria direto da fábrica para revendê-la a preços mais altos a comerciantes dos bares localizados no meio das favelas. Tudo isso para garantir o fornecimento.

O mercado de gás e antenas de TV por assinatura também é controlado na base da mira das armas. Em várias comunidades dos quatro municípios, são os criminosos que conduzem as comercializações. “Quando temos problemas de luz ou água, os funcionários das empresas não sobem”, diz um morador.Dados de firma especializada em venda de eletrodomésticos nas regiões confirmam aumento de 88,69% de casos de violência e saques nos últimos meses.

“A gente ouve comentários de que seriam bandidos vindos do Rio, mas ninguém sabe ao certo se vieram de áreas pacificadas ou de Niterói. Geralmente eles se movimentam muito”, enfatizou o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Gilberto Tenreiro Jesus.

Comissão do Senado propõe legalizar casa de prostituição

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O que vocês acham disso ?

Reprodução da Folha de São Paulo.


Proposta da comissão do Senado de reforma do Código Penal prevê o fim de punições para donos de prostíbulos.

A ideia dos especialistas em direito que compõem a comissão é acabar com o que chamam de "cinismo" moral da atual legislação. Na prática, dizem eles, a proibição dos prostíbulos só serve para que policiais corruptos possam extorquir os donos dessas casas.

"O Código deixará de ser o paladino da moral dos anos 40. A proibição não faz mais sentido", afirma o procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, relator-geral da comissão, cujo objetivo é preparar um anteprojeto para ser submetido aos parlamentares.

Pela legislação em vigor, quem mantém casas de prostituição está sujeito a pena de reclusão de 2 a 5 anos mais multa. Já a prostituição em si não é criminalizada, tampouco é regulamentada no país.

Se aprovada no Congresso, a mudança abrirá caminho para a regulamentação da profissão. Isso porque será possível estabelecer vínculos trabalhistas entre o empregado do prostíbulo e o empregador, como já ocorre em países como Alemanha e Holanda.

"É uma reivindicação histórica do movimento de prostitutas", afirma Roberto Domingues, presidente da ONG Davida e assessor jurídico da Rede Brasileira de Prostitutas.

O empresário Oscar Maroni Filho, 61, que foi condenado em primeira instância por explorar a prostituição em um hotel de São Paulo, defende a reforma. "Já sofri muito com isso. Alguns desses processos que tenho ocorreram porque eu não quis pagar pau para a polícia", afirma ele.

Pela proposta, que deve ser enviada para a apreciação do Senado no final de maio, os trabalhadores terão de estar no prostíbulo de forma espontânea e, claro, não poderão ter menos de 18 anos.

Se o dono da casa obrigar a pessoa a se prostituir, incluindo casos em que há dívidas envolvidas, estará sujeito a penas de 5 a 9 anos.

A proposta de reforma do Código Penal também endurece as penas por exploração sexual de menores de 18 anos.

Pelo texto já estabelecido pela comissão, a pena para quem explorar a prostituição de crianças e ou de adolescentes passará de 4 para 10 anos de reclusão. A pena atinge quem praticar o ato e, novidade, o dono do prostíbulo.

Hoje, segundo o relator da comissão, praticamente não existe punição para quem faz sexo com uma prostituta adolescente com mais de 14 anos.

No que se refere ao sexo com crianças com menos de 14 anos, a atual legislação, alterada nesse aspecto em agosto de 2009, já estabelece penas muitos duras, pois o ato passou a ser considerado estupro de vulnerável. Já com a reforma, se a criança estiver num prostíbulo, o dono também será incriminado.

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça causou controvérsia ao absolver um homem que manteve relação sexual com menores de 14 anos porque elas já eram prostitutas. A decisão foi baseada na legislação anterior, pois o caso ocorreu antes de 2009.
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ROUBALHEIRA NO GOVERNO DO PAES: Polícia investiga pagamentos feitos por organização social IABAS que atua em UPAs, será mesmo ?

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O que eu acho engraçado é o silêncio do Ministério público nesse caso envolvendo um roubo de milhões do povo, por que será ?

Reprodução do O Globo On line.




RIO - A Delegacia de Polícia Fazendária da Polícia Civil abriu inquérito para investigar se houve irregularidades em pagamentos feitos a fornecedores pela organização social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas). O alvo são os contratos que a entidade mantém com a prefeitura do Rio para manutenção, com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), de 15 unidades, inclusive do Programa de Saúde da Família (PSF), como mostrou denúncia da revista "Veja". Da lista fazem parte cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Madureira, Vila Kennedy, Complexo do Alemão, Costa Barros e Cidade de Deus. Há suspeitas de pagamentos indevidos ou superfaturados a fornecedores, que somam mais de R$ 3,3 milhões, segundo inspeção especial feita pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).

De acordo com o "RJ-TV", da TV Globo, os depoimentos começarão a ser ouvidos na quarta-feira. Os primeiros a depor serão diretores da Rufolo, que supostamente estariam entre os beneficiados pelas compras irregulares. O TCM descobriu que a organização social pagava até R$ 2.500 pelos serviços de cada segurança, um valor 71% acima do que a prefeitura desembolsa pela contratação direta desse serviço.

A Rufolo foi uma das empresas denunciadas pelo "Fantástico", no mês passado, por tentativa de suborno para obter contratos no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da UFRJ. Passando-se por gestor de compras do hospital, um produtor do programa recebeu ofertas de propina para fechar contratos com a Rufolo e mais três empresas: Locanty, Toesa e Bella Vista.

Os problemas nos pagamentos da OS foram revelados pela revista "Veja" e pelo "RJ-TV". O GLOBO descobriu que, em novembro, a Secretaria municipal de Saúde decidiu renovar alguns contratos com a entidade por mais dois anos, quando a organização já era investigada pelo Tribunal de Contas do Município. A secretaria informou, por nota, que decidiu descontar de prestações de contas futuras os valores que, segundo o TCM, foram pagos indevidamente. Na nota, o órgão informou ainda não estar descartada a hipótese de revogar os contratos, caso sejam identificadas outras irregularidades.

Médico que dirigiu OS pede afastamento do Cremerj

As organizações sociais mantêm hoje contratos com a prefeitura do Rio não apenas na saúde, mas em outras áreas, como assistência social, esportes, lazer e cultura. Ontem, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) informou ter recebido um pedido do médico Ricardo José de Oliveira e Silva para se afastar das atividades de conselheiro.

Segundo a "Veja", Ricardo foi o diretor-médico do Iabas que assinou o contrato com a prefeitura. E deixou o cargo em fevereiro de 2011 para administrar, no Rio Grande do Norte, a campanha "Natal contra a dengue", que contava com uma verba de R$ 8,1 milhões repassada à ONG Instituto de Tecnologia de Capacitação e Integração Social. De acordo com a revista, ele ficou dois meses no cargo e foi afastado por irregularidades contábeis e na contratação de serviços.

Ops ! Morador de morro em Ipanema acusa PMs de UPP de agressão

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Reprodução do R7.




O sonho de um domingo de Páscoa marcado por paz e tranquilidade se transformou em pesadelo para uma família que vive no pacificado morro do Cantagalo, em Ipanema, na zona sul do Rio. O manobrista Roberto Monteiro dos Santos, de 24 anos, acusa PMs da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) de agressão. Na Delegacia de Ipanema (13ª DP), o rapaz registrou queixa contra os policiais, que, por sua vez, fizeram um registro por desacato, desobediência e resistência.

Fotos: morador mostra marcas de agressão

Com hematomas no rosto, costas, perna e barriga, o manobrista conta que voltava de uma festa na casa de um amigo, por volta das 4h40, quando foi abordado por um grupo de sete PMs, que abordavam moradores. De acordo com Santos, eles usaram spray de pimenta contra seu rosto, próximo à quadra do Cantagalo.

— Eles não me abordaram, não me chamaram, já vieram com o spray de pimenta. Eu havia bebido na festa, mas não fiz nada contra eles. Eu fiquei sem ar por causa do spray e, quando um deles chegou mais perto, eu o empurrei e corri para a minha casa. Eles foram atrás de mim. Eu subi na laje e eles subiram na laje da casa ao lado e atiraram quatro vezes, algumas na minha direção.

Santos diz que policiais arrombaram a porta de sua casa e acordaram sua mãe, seu irmão mais novo, de 13 anos, e seu afilhado, de oito anos, com armas na cabeça. Segundo ele, os PMs reviraram toda a casa em busca de uma suposta arma. Em depoimento, Santos admitiu, já na laje, ter jogado azulejos contra os policiais.

— Eles botaram o meu irmão e o meu afilhado só de cuecas do lado de fora da casa. Pode perguntar a todo mundo aqui, os vizinhos viram. Jogaram tudo no chão, dizendo que procuravam uma arma. Eles me agarraram. Eu tentei me desvencilhar, mas não consegui. Eles subiram em cima de mim e me algemaram. Um deles bateu com o fuzil no meu ombro.

O manobrista foi levado para a Delegacia de Ipanema (13ª DP), onde foi feito o registro de ocorrência número 013-01937/2012 por resistência, desobediência e desacato. Santos também registrou queixa por agressão na mesma delegacia. Não foram encontradas armas e drogas com o manobrista.

Dois policiais que acompanharam Santos até a 13ª DP disseram que o jovem estava alcoolizado e que gritava pela rua, dizendo que não seria revistado. Os agentes também afirmaram que Santos xingava os policiais. Os PMs alegaram que, ao chegarem à casa do rapaz, foram ouvidos três disparos de arma de fogo. Os PMs admitiram ter atirado e dizem que o rapaz jogou azulejos contra eles.

Santos foi encaminhado para exame de corpo de delito e procurou atendimento no hospital Miguel Couto, na Gávea (zona sul). Peritos estiveram na casa dele e na laje da casa vizinha, onde recolheram uma panela com três perfurações e fotografaram um tanque, que também tinha marca de tiro.

O comando da UPP Cantagalo-Pavão-Pavãozinho foi procurado pelo R7, mas pediu para a reportagem entrar em contato com a assessoria de comunicação da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, que não respondeu à solicitação até a publicação desta reportagem.
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barbaridade ! Ladrões levam R$ 300 mil de carro forte em assalto em shopping de Nova Iguaçu

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Reprodução do R7.


Um carro forte foi roubado na segunda-feira (9) por vários homens encapuzados no estacionamento de um shopping, no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Segundo a polícia, os criminosos aproveitaram o momento em que o reabastecimento de um caixa eletrônico estaria sendo realizado para efetuar o assalto. Ainda de acordo com os militares, cerca de R$ 300 mil foram levados na ação.

Ninguém ficou ferido durante o assalto.

Veja o vídeo.

TRAGÉDIA NA SERRA: 'Quando a sirene funcionou, o corpo da minha filha já estava lá embaixo', diz mãe de vítima

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A realidade é que nada foi feito depois da tragédia das chuvas que mataram mais de 900 pessoas.

Ahh, esqueci, Seu Cabral mandou colocar as sirenes, mas que não funcionaram, e pessoas morreram, conforme a matéria abaixo, e aí ?

Reprodução do O Dia On line.

Rio - ‘Quando a sirene tocou, o corpo da minha filha estava lá embaixo”, lembra Rosane de Souza Gouveia, um dia após enterrar Joice Rosa de Araújo, sua filha de 16 anos, soterrada em deslizamento sexta-feira na porta de casa, no bairro Quinta Lebrão, em Teresópolis. Ontem, ela retornou ao local da tragédia para buscar roupas. À tarde, voltou a chover no município e outros pontos do estado. A Serra continua em estado de alerta.

“Choveu forte, caiu a barreira e só quando a chuva ficou fraca, a sirene tocou”, conta Rosane. Joice chegava em casa quando foi surpreendida com avalanche de terra. Segundo a mãe, o imóvel foi vistoriado pela Defesa Civil Municipal após as chuvas que devastaram a Serra em janeiro de 2011, deixando mais de 900 mortos, mas não foi interditado.

IMÓVEIS INTERDITADOS

Ao todo, há 10 bairros com pontos de deslizamento e alagamento: 379 imóveis foram interditados. Doze escolas — 10 alagadas e duas que servem como apoio para vítimas — não abriram ontem. Além de Joice, mais quatro pessoas morreram e 24 ficaram feridas nos deslizamentos em Teresópolis desde a noite de sexta. A Secretaria Estadual de Assistência Social já estima que 200 pessoas não terão como voltar para suas casas e precisarão do aluguel social.

Nesta segunda, voltou a chover na Serra. A previsão é de que a manhã seja de sol com pancadas de chuva à tarde e à noite. A Cruz Vermelha enviou para Teresópolis água mineral, alimentos não-perecíveis e colchonetes. O estado enviou kits com camas, colchões, TVs e panelas para desalojados.

Milhões gastos com aluguel

Desde as chuvas de janeiro de 2011 até hoje, nenhum imóvel foi construído para famílias desabrigadas. Cerca de 11 mil pessoas ainda recebem aluguel social e já foram gastos mais de R$ 15 milhões com o pagamento do benefício.

Em janeiro, a União liberou R$ 331, 6 milhões para obras na Região Serrana, mas o dinheiro ainda está parado. A promessa é de que R$ 81 milhões sejam gastos em contenção de encostas em Friburgo e Teresópolis. Elas devem começar ainda este semestre. O resto do investimento, R$ 250 milhões repassados ao Inea, serão para obras de dragagem, canalização e construção de barragens.

Com R$ 147 milhões em recursos próprios, o estado está fazendo obras de contenção de encostas em 27 pontos da Região Serrana.

DH investiga mais um assassinato no Complexo do Alemão ocupado pelas Forças de Pacificação

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E no "pacificado" Complexo do Alemão pessoas continuam sendo assassinadas, e ai ?

Detalhe, na matéria abaixo, nos dois últimos meses o Exército sofreu mais de 200 ataques, o que dá uma média de mais de três ataques por dia, com base nesses números, quem ousa falar que o Alemão está "pacificado" ?

Detalhe 2, O Exército sai agora, e quem vai encarar essa guerra é a PM.

Reprodução do O Dia On line.


Rio - Um novo caso de assassinato no Complexo da Penha é mais um indício da dificuldade de pacificação desta região. O corpo de Manoel da Silva Santos, de 25 anos, foi encontrado neste fim de semana em um dos acessos ao Morro da Chatuba, na Penha, na Zona Norte, e a Divisão de Homicídios (DH) investiga o caso.

O Exército ainda enfrenta resistência dos traficantes. De acordo com reportagem do SBT Rio, nos últimos dois meses, militares sofreram mais de 200 ataques de bandidos do Alemão e da Penha. O general Tomás Miguel Miné Paiva Ribeiro, substituído nesta segunda, declarou que a missão no Alemão e na Penha foi mais violenta e complexa que sua experiência no Haiti, em 2007.

Na ocasião, seu contingente foi o primeiro a não ser alvejado pelas gangues, que perderam o controle do território para os capacetes azuis da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). O oficial foi subcomandante do Batalhão Brasileiro (Brabatt) no Haiti.

"Não posso dizer pelo tempo em que não estive aqui. Passei o comando em agosto de 2011. Naquele momento, realmente, eu disse que o Alemão estava um paraíso. Agora, pelas informações que eu tenho, o Alemão continua um paraíso, e agora até com vista aérea", brincou, fazendo referência ao teleférico instalado na área, com seis estações.

O general Sarmento reassume a Força em um momento de tensão, com aumento das hostilidades ao Exército e o princípio da substituição dos militares por tropas da PM, que implantarão UPPs na área.

Ele prometeu manter o intenso patrulhamento de becos e vielas, considerado um dos responsáveis pela intensificação das hostilidades. "O modus operandi será o mesmo, com o foco na população. O patrulhamento nos becos continua", disse Sarmento.

Em seu discurso de despedida, o general Tomás afirmou que a atuação nos complexos é a "missão mais importante do Exército em território nacional" e que a pacificação é um caminho sem volta.
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De novo Seu Cabral ? Tiroteio assusta moradores no Complexo do Alemão

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E no "pacificado" Complexo do Alemão a guerra continua, e ai ?

Reprodução do O Dia On line.


Rio - Moradores se assustaram na noite desta segunda-feira com uma troca de tiros no Complexo do Alemão, na Zona Norte da cidade. A informação foi confirmada pela Polícia Militar. Ainda não há informações sobre feridos ou sobre o motivo do confronto;

"Passei por um momento de tensão que eu não passava há muito tempo. Muitas viaturas subindo aqui na rua, vários traçantes!", postou Rene Silva Santos, o autor do blog Voz das Comunidades.

Equipes do Bope, que ocupa a favela Nova Brasília, foram deslocadas para o Morro do Adeus. No momento, a situação é calma na região e há reforço de viaturas da PM nos acessos do Adeus e Nova Brasília.

Vereador do Rio Marcelo Arar oferece medalha Pedro Ernesto para acusado de homicídio

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Sem comentário, cada um tire as suas próprias conclusões.

Reprodução do O Dia On line.



Rio - Acusado pelo homicídio do policial federal Humberto José Figueira Barrense, o produtor de eventos Pedro Maia Schmitt (esq.) recebeu, no dia 19 de março, a Medalha Pedro Ernesto concedida pela Câmara Municipal.

Proposta pelo então vereador Marcelo Arar (dir.), do PT, e aprovada por seus colegas, a condecoração, segundo o site da Câmara, é “a principal homenagem que o Rio de Janeiro presta a quem mais se destaca na sociedade brasileira ou internacional”.

Barrense foi morto, em 2010, pelo também policial federal Leonardo Schmitt, irmão de Pedro, durante um evento de música eletrônica promovido na Marina da Glória.

Pedro é acusado de co-autoria

Leonardo admitiu que atirara em Barrense, mas alegou legítima defesa. Organizador do evento, Pedro Maia foi denunciado como co-autor do homicídio: ele teria induzido o irmão a atirar na vítima. Leonardo discutiu com Barrense porque este teria se recusado a deixar sua arma com os seguranças da festa.

Os dois irmãos, que chegaram a ser presos, estão em liberdade provisória. Em 2010, o empresário foi considerado foragido, porque demorou três dias para se entregar. Ao apresentar sua proposta de homenagem a Pedro Maia, Arar (que voltou a ser suplente de vereador), contou com o apoio de 17 colegas. O requerimento foi aprovado no dia 1º de março, aniversário do Rio.
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Hospital Sousa Aguiar acusado por morte de cineasta Andreas Palluch

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O cineasta foi vítima de um duplo descaso e omissão, na área da segurança pública, e da saúde, e aí ?

Reprodução do O Dia On line.



Rio - Parentes e amigos do cineasta húngaro radicado no Rio Andreas Palluch, 65 anos, morto quarta-feira após 44 dias internado no Hospital Souza Aguiar, estão indignados com o tratamento que o paciente recebeu. Entre outras reclamações, eles se queixam que o hospital demorou a operar Andreas, que sofreu lesão grave no pescoço após ser agredido com uma ‘gravata’ por assaltantes, na Lapa, no domingo de Carnaval, dia 19 de fevereiro.

Após a agressão, Andreas perdeu movimentos das pernas e parcialmente de um dos braços. Acabou morrendo na última quarta-feira, segundo o hospital em consequência dos ferimentos que teve durante o assalto. A família diz que ele contraiu infecções.

De acordo com sua filha, Andrea Palluch, uma operação para descompressão da medula e fixação da coluna foi desmarcada quatro vezes. Ela afirma que o hospital teria também demorado a lhe fornecer o laudo do pai, dificultando eventuais transferências que a família planejava.

“Acredito que se ele tivesse passado por uma cirurgia rapidamente, as chances de se evitar danos irreversíveis à coluna seriam maiores”, disse Andrea. A família estuda agora se entrará na Justiça cobrando punições aos responsáveis pelo tratamento do cineasta.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o estado de saúde de Andreas já era muito grave quando ele deu entrada no hospital, e que as cirurgias foram adiadas porque sua condição tinha que ser estabilizada. O órgão ainda garante que deu “toda assistência à família”.
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Governador Sérgio Cabral inaugura "Caixa d'água" em Nova Iguaçu mas que mão tem água, e aí ?

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Vejam a matéria abaixo, é o jornal que diz que Sérgio Cabral esteve na comunidade inaugurou a caixa d´água, mas que até hoje não tem água.

Reprodução do O Dia On line.

Rio - Enquanto o ex-vigia Wellington da Conceição dos Santos, 22 anos, precisa usar cano comunitário para ter água em casa, no bairro Caonze (K-11), em Nova Iguaçu, um reservatório com capacidade para receber seis milhões de litros de água permanece sem uso há 15 anos no mesmo local.

Wellington é um dos cerca de 20 mil moradores que vivem na parte alta do Caonze, aonde o abastecimento da Companhia Estadual de Água e Esgotos (Cedae) não chega. “Há um ano, o governador veio aqui e inaugurou a caixa d’água. Nunca teve um pingo de água nela”, reclama Wellington, que na construção trabalhou como segurança.

Várias casas na região também usam ligação direta, sem tratamento, que capta água de represa no Parque Municipal. “Uma vez por ano limpam essa represa e encontram carcaças de carros, motos e até cadáveres. Só tem vigia durante o dia. À noite, fica à mercê dos bandidos, que roubam carros e desovam os restos por lá. E é essa água, cheia de ferrugem e suja, que nós consumimos”, revela.

A Cedae informou ontem que o reservatório só deverá entrar em funcionamento em agosto do ano que vem, tempo previsto para a “reconstrução completa” do sistema de abastecimento JK, que incluiu ainda segunda unidade com capacidade para mais 7,5 milhões de litros e equipamento que mantém a pressão na rede (booster).

A meta, segundo o estado, é que esse reservatório — em estado de deterioração, apesar de nunca ter sido usado — atenda a 120 mil moradores de comunidades no entorno, incluindo Caonze, Vila Nova, Coreia, Chatuba e Juscelino Kubitschek e Mesquita.

Promessa: Adutora no mês que vem

Segundo a Cedae, o reservatório Caonze (K-11) nunca entrou em operação pois não havia adutora ligando-o ao sistema e permitindo seu abastecimento. A empresa anuncia para mês que vem a inauguração da nova adutora da Baixada, “sistema necessário para que o reservatório entre em operação”.

Ainda de acordo com a Cedae, a partir da colocação em carga da adutora, a companhia irá iniciar a reconstrução completa do Caonze. “O booster está em construção. As obras estão orçadas em cerca de R$ 3,5 milhões e o reservatório será inaugurado até agosto do ano que vem”, explica a Cedae, frisando que a inauguração da adutora, em maio, “já vai melhorar o abastecimento da região”.

O que é isso ? Deficiente Esther Naveira e Silva é parada em blitz e multada mesmo sem conseguir soprar bafomêtro

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Reprodução da capa do jornal Extra


Reprodução do Extra On line.


Nas blitzes da Lei Seca, o limite aceito na hora de soprar o bafômetro é de 0,1mg de álcool por litro de ar. Mas, para Esther Naveira e Silva, a tolerância foi zero. E não só no teste de teor alcoólico. A analista de sistemas de 36 anos tem hemiplegia — o lado esquerdo do seu corpo é paralisado, e sua fala, prejudicada — e foi parada numa blitz, no Jardim Botânico, na madrugada da última quinta-feira. A impossibilidade física de soprar o bafômetro, a dificuldade para se comunicar, o adesivo indicando que o carro era conduzido por uma pessoa com deficiência, a afirmação de que não bebe, nada disso foi suficiente. Esther teve a carteira apreendida, foi multada em R$ 957,70 e acusada de estar bêbada.

Sozinha, sem ser entendida, Esther quase teve o carro apreendido e ficou a pé às 3h15m.

— Na hora, os agentes queriam levar o carro também. Insistiram muito, mas consegui que um amigo fosse me buscar no local — conta ela, ajudada pelo irmão, Lenilson.

Esther mora em Botafogo. Vive sozinha desde os 26 anos e dirige desde os 18. Ela acredita que, pela forma de falar e andar, os agentes acharam que estava embriagada. Além do adesivo, um código na carteira de habilitação indica que ela é portadora de deficiência.

— Eles viram o adesivo no carro, mas continuaram dizendo que eu estava bêbada e iam me multar — conta.

Após ser parada e não conseguir fazer o teste, Esther tentou, por quase uma hora, explicar aos agentes que não conseguiria soprar o bafômetro. Ela ainda tentou que um deles falasse ao telefone com sua mãe, mas eles teriam se negado.

— Sempre que for parada vou ter que passar por isso? — indaga ela.

Cacete ! Juiz Rafael Fonseca é acusado de extorquir vítima de 88 anos

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Reprodução do O Dia On line.


Rio - A denúncia de que o juiz Rafael Fonseca teria exigido R$ 100 mil para liberar alvará de pagamento judicial no valor de R$ 350 mil reforçou a decisão, do Tribunal de Justiça, de afastá-lo e autorizar abertura de Procedimento Disciplinar Administrativo. Na Corregedoria da Justiça, a vítima, de 88 anos, disse ter medo de morrer e revelou que o valor chegou a ser reduzido para R$ 30 mil. O intermediário do juiz é apontado como Henrique Oliveira.

Nomeado por Fonseca para a Comissão de Propaganda Eleitoral da 105ª Zona Eleitoral, ele ainda foi lotado no gabinete do magistrado, então titular da Vara Criminal de Itaguaí, em 2008. Henrique usava o telefone de empresa de vídeo para extorquir a vítima. Um PM que trabalharia no Fórum de Itaguaí estaria envolvido.

Para a Corregedoria Regional Eleitoral, Henrique não teria patrimônio combatível à sua renda. Ele é suspeito de cobrar propina de candidatos a cargos políticos em Itaguaí, com a promessa de não fiscalizá-los. Gravações telefônicas revelaram que ele cuidava dos assuntos pessoais do juiz, como a compra de lancha de R$ 270 mil .

Titular da Vara Única de Mangaratiba, Fonseca é suspeito de ligações com milicianos, autorizar gravações telefônicas clandestinas e queimar dois processos. O grande volume de escuta chamou a atenção do Conselho Nacional de Justiça. Em 2008, convocado pela CPI dos grampos, não prestou depoimento por decisão do Supremo Tribunal Federal.

De novo e de novo !!! Trem do metrô apresenta problema em Vicente de Carvalho

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Reprodução do O Dia On Line.


Rio - Usuários da Linha 2 do metrô enfrentaram problemas na manhã desta terça-feira. De acordo com o MetrôRio, uma composição que seguia para Botafogo apresentou problema técnico entre as estações Thomaz Coelho e Vicente de Carvalho, na Zona Norte, e foi levada para manutenção. Segundo passageiros, o trem ficou cerca de 20 minutos com as portas fechadas até retornar para a estação de Vicente de Carvalho. Cerca de 700 pessoas ficaram na plataforma para exigir o dinheiro de volta da passagem.
No Twitter, contudo, alguns usuários reclamaram da estação lotada. "Alguns passageiros como eu, ainda não conseguiram embarcar 'em outras composições'", escreveu a internauta @Isanapoleao.Testemunhas disseram também que houve princípio de tumulto no local. A circulação está com intervalos irregulares.
Segundo relatos, passageiros ficaram assustados com o problema. "O trem parou no meio do caminho entre Tomaz Coelho e Vicente Carvalho e voltou para a estação de Vicente de Carvalho devido a uma 'falha' no trem. Ele já estava lotado, sem ar condicionado. Quando chegou na estação, olha o que aconteceu. As pessoas quase caindo no trilho, correndo o risco de sofrer um acidente. Vergonhoso Metrô Rio", disse a usuária Narinha Oliveira na legenda da foto que publicou em seu perfil no Facebook.

Barbaridade ! Médica denuncia falta de gases em maternidade do Hospital da Posse em Nova Iguaçu , e aí Sheila Gama ?

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Reprodução do Extra On line.



Por falta de equipamentos básicos, medicamentos e profissionais, as duas Unidades de Terapia Intensiva neonatal do Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, não estão mais recebendo pacientes. Enquanto a da Maternidade Mariana Bulhões, que funcionava num espaço anexo ao hospital, permanece fechada, a que opera internamente na unidade de saúde não recebe mais pacientes, apenas trata os oito bebês internados.

— A gente estava praticando medicina de guerra na UTI da maternidade — disse uma médica. — Há cerca de duas semanas, tivemos que levar os bebês para tomar sol no pátio do estacionamento, pois o aparelho de fototerapia estava quebrado. Faltava desde incubadoras aquecidas até gases e luvas descartáveis. Íamos de jeitinho em jeitinho até que a situação ficou realmente insustentável.

A UTI neonatal da maternidade, explica a profissional, fechou há cerca de um mês, o que causou aumento da demanda na unidade interna do hospital, que já recebia pacientes acima de sua capacidade. O que era um "copo cheio", transbordou, explica a pediatra Beliza Marques Barreto, funcionária da maternidade que, temporariamente, assumiu a coordenação da UTI do Hospital da Posse, na tentativa de trazer de volta os 32 profissionais que pediram demissão desde o mês passado.

— Só aceitei a proposta porque o secretário municipal de Saúde (Carlos Henrique Melo) se comprometeu em resolver todas as questões estruturais das UTIs, e me deu aval para contratar médicos — disse Belize, que está otimista quanto ao retorno dos colegas. — Acho que em dois ou três dias conseguiremos suprir o déficit.

Corrente e cadeado

Com as UTIs fechadas, nao estão mais ocorrendo partos no hospital, que teve a maternidade lacrada. Na porta, além da corrente e do cadeado, dois avisos afixados: um que pedia paciência aos usuários, frente à alta demanda, e outro que explicava o fechamento da unidade.

Quem buscava atendimento ontem na Maternidade Mariana Bulhões, no Hospital da Posse, era surpreendido pelas portas fechadas. A dona de casa Maria Gabriela Detes, de 23 anos, tentou, em vão, retirar os pontos da cesariana na unidade, onde teve o filho Pedro Henrique no dia 29.

— Pediram para eu tentar no ambulatório ou na emergência. Não consegui ser atendida e recebi a sugestão de procurar ajuda em Belford Roxo ou São João de Meriti — disse.

A Secretaria municipal de Saúde informou que os equipamentos no Hospital da Posse funcionam adequadamente. E que a saída dos médicos foi motivada pela intensa demanda. Mas não deu prazo para a normalização dos serviços.

SÓ SACANAGEM ! Unirio: entidade suspeita de fraude ainda maior

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O Globo on line

RIO - O Conselho Federal de Medicina (CFM) vai acionar o Ministério Público Federal (MPF) para abrir uma ação civil pública sobre a fraude na Escola de Medicina e Cirurgia (EMC) da Unirio. Cinco estudantes usaram irregularmente números de matrícula cancelados para ingressar no curso, como mostrou O GLOBO na segunda-feira. A Unirio apura o caso, assim como a Polícia Federal. Segundo a instituição de ensino, esses alunos vinham assistindo às aulas e seus nomes constam das listas de presença dos professores, apesar de não estarem na relação de convocados com base no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). A PF, que foi acionada pelo reitor da Unirio, informou que vai definir as medidas a serem aplicadas. O presidente do CFM, Roberto d’Avila, disse também que se colocará à disposição do Ministério da Educação (MEC) para esclarecer se as mesmas irregularidades ocorrem em outras escolas de medicina.

— Isso aconteceu na Unirio, uma entre as 185 escolas de medicina do país. Quem garante que não está acontecendo em outras escolas? O assunto é muito grave, e temos que abrir um espaço para investigar. Queremos passar um pente fino em todas as escolas médicas, principalmente nas públicas. Não é possível que alguém utilize esse expediente e se forme médico. Em média, cassamos dois médicos por mês por bandidagem. Somos muito rigorosos com a conduta moral dos profissionais — disse Roberto d’Avila.

Na segunda-feira, reportagem do GLOBO mostrou que única forma de acesso à universidade.

Entre alunos, clima de indignação e desconfiança

Na manhã de segunda-feira, o clima era de indignação e desconfiança entre os alunos do 1º período de medicina da Unirio. O diretor do Instituto Biomédico da universidade, Antonio Brisolla Diuna, que preside a comissão de sindicância, ouviu depoimentos de dois funcionários responsáveis pelas matrículas, mas não quis falar com O GLOBO. Os cinco estudantes envolvidos na fraude deveriam ter prestado depoimento às 12h, mas nas compareceram às aulas. A universidade informou que os depoimentos foram remarcados para as 14h desta terça-feira, pois nem todos haviam sido avisados.

Uma das estudantes envolvidas, que negara ao GLOBO as irregularidades em sua matrícula, não atende mais o celular e apagou a sua página no Facebook. O calouro Charles Bruno Trujillo, de 21 anos, custou a acreditar que estudantes que até então estavam participando não apenas das aulas, mas de atividades extraclasses como trotes e churrascos, pudessem estar envolvidos na fraude.

— Achávamos que eram nossos amigos. Mas é uma injustiça muito grande o que fizeram. Tentei vestibular durante quatro anos para entrar aqui — disse Charles.

Colega de turma de Charles, Karina Persona veio de Uberlândia para estudar na Unirio, depois de três anos e meio estudando para conseguir uma vaga em Medicina. Ela também estava inconformada com a denúncia de fraude.

— Ninguém quer chegar num hospital e dar de cara com um médico que já começou a carreira comprando vagas — disse Karina, que tem 30 anos e já é formada em educação física.

Vagas ociosas podem estar por trás do esquema

Estudantes da Unirio comentavam na terça-feira que uma vaga na EMC custaria entre R$ 70 e 140 mil. Como mostrou a reportagem do GLOBO, o problema de vagas ociosas na medicina da Unirio não é novo. Segundo estudantes, sobraram quatro vagas em 2011 após o término do processo seletivo. Essas vagas seriam destinadas à transferência externa e podem ter relação com a fraude. Até o fechamento desta edição, a Unirio não disponibilizou as listas públicas de aprovados e reclassificados para medicina em 2011.

De acordo com estudantes, a Coordenação de Seleção e Acesso (Cosea) dificulta informações sobre aprovações, reclassificações e remanejamentos.

— A única função deles é esta, mas falta transparência. Demorei três anos para entrar na Unirio e estou muito chateado. A maioria estudou muito para estar aqui. É o nosso sonho sendo transformado em mercadoria — desabafou um calouro que preferiu não se identificar.