Rádio Blog do Ricardo Gama

segunda-feira, 9 de abril de 2012

AVISO: Hoje não farei o blog ao vivo das 23 horas

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Me desculpem, mas hoje não poderei fazer o blog ao vivo das 23 horas, gente está difícil esses últimos dias, voltei a tomar um antibiótico que me deixa com um mal estar pesado, complicado, mas, a vitória é certa.

Abraços,

Ricardo Gama

Teresópolis: sistema de sirenes do Governo Sérgio Cabral que falhou nas chuvas do feriado custou quase R$ 1 milhão

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ATENÇÃO: Voltarei a fazer comentários das postagens, mas muitas matérias aqui publicadas estão sendo comentadas por mim na minha rádio web, é só o tempo de acertar alguns "ponteiros".

Reprodução da capa do jornal Extra


Reprodução do Jornal O Extra On line.


Quase um milhão de reais. Com este valor a Prefeitura de Teresópolis e o governo do Estado do Rio de Janeiro instalaram as 20 sirenes de alerta sobre risco de deslizamentos em caso de chuva naquele município. Mas, além de levar cinco vidas, o aguaceiro derrubou o sinal da tecnologia 3G e tornou o sistema falho. Os equipamentos - colocados em novembro - foram acionados com atraso. Alguns, sequer emitiram sons. O secretário municipal de Defesa Civil, coronel Roberto Silva, reconheceu novamente neste domingo que houve problemas.

- Eu aceito as críticas sobre as sirenes, porque a tecnologia 3G caiu. Eu não consegui acessar os sites para acompanhar os índices pluviométricos (necessários para acionar o alarme remotamente). Em outros casos, não conseguimos também entrar em contato pelo celular com as pessoas que podem fazer o acionamento manual. Não podemos culpar a falha pelas mortes. Os funcionários da Defesa Civil estiveram nas casas orientando e salvaram vidas - disse o secretário.

O prefeito Arlei de Oliveira Rosa negou que tenha havido problemas e disse que 14 sirenes foram acionadas:

- As sirenes dependem que se atinja um determinado nível de chuva para ser acionadas - justificou, informando que estuda instalar mais 20.

Ainda não foi definido o local, mas uma delas pode ser instalada no bairro Santa Cecília, onde Kaique Moraes de Oliveira, de 7 anos, viu a mãe ser levada pela enxurrada. Ele ficou soterrado até o pescoço e, duas horas depois, renasceu da lama. Inocente, acreditava até ontem que ainda estão procurando por Rosângela Moraes de Oliveira, de 41. Contou, com desenvoltura, detalhes da noite de Sexta-feira Santa.

- Eu estava ajudando minha mãe a ajudar as pessoas, mas de repente... paft! O barranco veio para cima de mim e fiquei imprensado. Aí, minha mãe foi levada pela água - recordou, após mostrar os aranhões que sofreu pelo corpo.

Desolada após perder o marido Jason da Cunha Silva soterrado, a manicure Verônica Braga, de 31 anos, afirma que a sirene próxima ao Morro do Pimentel não funcionou.

- Não tocou e ninguém da Defesa Civil veio dizer que era área de risco - disse ela, grávida de 4 meses e mãe de outros quatro filhos.

Cada sirene instalada em Teresópolis custou R$ 45.268 (ao todo, R$ 905.360), incluindo equipamento, instalação, serviço de definição de local, testes e manutenção por um ano. O sistema que funciona com tecnologia 3G e pode ser acionado manualmente, agora, vai ganhar cabeamento de fibra ótica e contar ainda com transmissão via rádio.

No município do Rio, as sirenes foram instaladas pela mesma empresa, a Infoper, e também custaram R$ 45 mil, mas têm apenas seis meses de manutenção incluídas no contrato. Funcionam com a combinação entre 3G, velox e rádio, além de manualmente.

A diferença entre os dois municípios é a de que o Rio conta com o próprio centro de monitoramento meteorológico para fazer o acompanhamento do nível pluviométrico, enquanto Teresópolis acompanha por um site, dependendo da conexão 3G, segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Roberto Silva.

O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, comentou a tragédia na Serra, neste domingo:

- A prefeitura deve ter responsabilidade. É preciso saber conviver com a natureza.

Guerra do tráfico faz empresa Jeep Tour suspender roteiro turístico na Favela da Rocinha

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Reprodução do Jornal O Globo On line.



Uma das principais empresas de turismo que oferecem passeios pela Rocinha, a Jeep Tour suspendeu o roteiro que apresentava a favela a visitantes do Brasil e do exterior. Seu diretor, Rafael Ricci conta que, há dois anos, decidiu realizar o programa apenas em comunidades pacificadas, como o Morro Dona Marta. Após a ocupação da Rocinha pela Polícia Militar, em novembro de 2011, a empresa voltou a explorar passeios pela comunidade, atendendo aos anseios dos turistas que queriam conhecer a maior favela do Rio. Mas ele diz que se viu obrigado a mudar de ideia.

— Quando houve a ocupação, passamos a oferecer novamente a Rocinha como opção de passeio. Mas, na última semana, não havia como seguir. Vamos acompanhar as notícias e esperar orientações das autoridades para decidir o que fazer. Por enquanto, continuamos apenas no Dona Marta — explica Ricci.

 

Famílias aproveitama trégua na violência

O Domingo de Páscoa, no entanto, foi bastante calmo na favela, depois de uma semana de conflitos. Com presença intensa de policiais em diversos pontos da favela, moradores transitavam tranquilamente pelas ruas, bebiam nos bares e passeavam com as famílias.

A assessoria da Polícia Militar informa que não há orientações para turistas evitarem passeios à Rocinha. Mas, no sábado pela manhã, um confronto entre policiais do Batalhão de Choque e traficantes assustou moradores. A troca de tiros aconteceu durante um patrulhamento na localidade Caixa D’Água.

Ocupada por policiais militares desde novembro do ano passado, a favela teve dias tranquilos até o mês de fevereiro, quando ações de enfrentamento lançadas por traficantes começaram a se tornar frequentes. Nove pessoas morreram. A vítima mais recente foi Rodrigo Alves Cavalcanti, cabo do Batalhão de Choque assassinado na última quinta-feira. A PM suspeita que o autor do crime seja um homem identificado como Edilson Tenório de Araújo. Ainda foragido, ele já teve mandado de prisão expedido pela Justiça e vem sendo procurado na favela.

Mais um homem é morto, agora com golpes de torneira durante briga na Favela da Rocinha

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Reprodução do O Dia On line.


Rio - Uma briga durante relacionamento homoafetivo terminou com a morte de um homem por volta das 19h deste domingo na Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. O feirante Manoel Messias, 30 anos, morreu a golpes de torneira no depósito de mercadorias que mantinha no Beco 415, que dá entrada pelo Beco 11, acesso pelo Caminho do Boiadeiro. O faxineiro Mauriciano Moraes de Souza, 22 anos, confessou o crime na Divisão de Homicídios (DH) diante dos repórteres. Foi o 10º crime na favela nos últimos cinco meses desde a ocupação do território pelas forças de segurança.

"Matei. Matei, sim. Ele me prometeu uma casa barata. Não pensava que o cara era v [...]. Ele me agrediu, por isso me defendi. Nunca lidei com isso aí. Não premeditei nada. Já tinha dormido lá, mas nunca dormi com ele", disse Mauriciano, que estava sob efeito de bebida alcoólica quando cometeu o crime. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, o suspeito também usou uma caixa de som para agredir a vítima, que estaria usando uma faca durante a briga.

O suspeito Mauriciano Morais de Souza foi preso pelos policiais militares, cabo Paulo e soldado Chagas, do 23º BPM (Leblon), os primeiros a chegar ao beco 415. "Estávamos em patrulhamento quando moradores nos chamaram. Demos voz de prisão ao rapaz, que estava bem sujo de sangue", contou o soldado Chagas.

Segundo a Polícia Civil, não há indícios de que o crime tenha relação com o tráfico de drogas na região. A principal linha de investigação da DH aponta para crime passional. "Isso poderia ter acontecido em qualquer bairro do Rio. Caso ele tenha sido legítima defesa, ele terá a chance de provar, caso contrário responderá por homicídio qualificado e poderá pegar de 20 a 30 anos de prisão", explicou o delegado da DH, Rivaldo Barroso.

Mauriciano explicou que recebeu a oferta de R$ 100 para dormir no depósito de Manoel Messias. Ele disse que está desempregado e paga R$ 300 onde mora com uma mulher em outro ponto da Rocinha. "Estava desesperado, pensei que ele era uma pessoa boa", disse. Mauriciano garantiu que não teve relação homoafetiva antes de cometer o crime.

A vítima morava em outro endereço na Rocinha com mulher e enteado. Segundo a PM, o relacionamento com a mulher já estava desgatado e Manoel Messias usava o depósito para ter visitas íntimas com outros rapazes.


PM prende acusados de fazer arrastão e depredar ônibus

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Reprodução Do O Dia On line.



Rio - Pelo menos dez passageiros que viajavam no ônibus da Viação Novacap, linha 624 (Mariópolis-Praça da Bandeira), voltando de um baile funk na favela da Mandela, em Manguinhos, tiveram neste domingo um dia cão nas mãos de 12 bandidos. Durante o arrastão, as vítimas foram agredidas a socos e pontapés, além de terem sido obrigadas a entregar carteiras com dinheiro, relógios, sapatos, camisas e celulares.

Os passageiros receberam ordem para abandonar o coletivo, um a um, após entregarem os pertences. O crime foi por volta de 7h, depois que o bando embarcou na Avenida Dom Helder Câmara, altura do Jacarezinho, segundo o motorista Antônio Balbino da Silva, 48 anos. Ele contou ao delegado Geovan Omena, da 28ª DP (Campinho), para onde os assaltantes foram levados, que jamais havia vivido momento igual nos 6 anos trabalhando na linha 624. “Sempre que eu passo no baile funk, nesse horário, tem problema, mas nunca havia acontecido esse tipo de situação comigo”, disse, assustado.

Três das vítimas, moradoras de Anchieta, foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. Os estudantes Luiz Fernando Rodrigues, 24; Matheus Fares, 19; e Alan da Silva, 19, contaram na delegacia que o bando parecia estar drogado e fazia baderna na parte traseira do coletivo, quando iniciaram o ataque. Apavorada, uma das vítimas fugiu quebrando o vidro da janela de emergência.

“O grupo gritava, ‘eu quero tudo’”, contou Matheus, ainda com a camisa ensanguentada e com hematoma no rosto, por causa das agressões desferidas pelos criminosos. Passageiros que desembarcaram pediram ajuda a um motorista de táxi, que localizou viatura do 9º BPM (Rocha Miranda).

Foram presos na operação: Rafael Mendonça Lobo, 29; José Augusto de Oliveira Gonçalves, 19; Marcus Vinicius dos Santos Batista, 19; Alex Oliveira dos Santos, 18; Luan Mendes Machado, 19; Paulo Alberto França da Silva, 22; Jair Rios de Medeiros, 19; e Paulo Silva de Oliveira Caldonazzi, 18, além de quatro menores de idade. Com o bando, foram encontrados pela PM pertences das vítimas, maconha e frasco com cheirinho da loló.

Barbaridade ! Para general, Complexo do Alemão é mais violento e complexo que Haiti em 2007

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Reprodução Do O Dia On line.

Rio - O general Tomás Miguel Miné Paiva Ribeiro, que deixa nesta segunda-feira a função de comandante da Força de Pacificação do Exército nos Complexos do Alemão e da Penha, afirmou ao iG que a missão no Rio é muito mais difícil e violenta que a que a Missão de Paz no Haiti em que atuou como subcomandante do Batalhão Brasileiro (Brabatt), em 2007.

Assume a função o general Carlos Sarmento, da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, no Rio, último contingente militar na área, antes de a Polícia Militar implantar as UPPs na região. Sarmento já comandou a Força de Pacificação, em 2011.

O general Tomás esteve no Haiti entre maio e outubro de 2007, período imediatamente posterior à “pacificação” real de Cité Soleil, a mais perigosa favela da capital Porto Príncipe, antes dominadas por gangues. A Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) começara lá em junho de 2004. A última ação de massa na região, em Bois Neuf, foi uma operação com 600 militares dos países da Minustah e ocorreu sem tiros, em 28 de fevereiro. General Tomás esteva lá ainda como coronel e observador, preparando-se para assumir o posto.

“Recebemos muito menos tiros lá no Haiti do que aqui (nos Complexos do Alemão e da Penha). Mudamos até a maneira de empunhar os fuzis: quando chegamos lá, era arma carregada, destravada e pronta para atirar. No meio da missão, já andávamos com armas abaixadas. Recebemos pouco tiro lá, muito menos que aqui. Aqui foram mais de 100 tiros contra a tropa nesses dois meses e meio”, afirmou o general Tomás.

Desde que assumiu o comando da Força de Pacificação, em 27 de janeiro, general Tomás implementou uma rotina mais reforçada de patrulhamento a pé e de moto de becos e vielas, priorizando essas áreas e “saturando” a área com os cerca de 1.600 homens operacionais distribuídos pelos complexos do Alemão e da Penha.

A reação dos traficantes foi clara. Dispararam as hostilidades em relação à tropa. Só em fevereiro, foram 102 “ações hostis”, na contabilidade da Força de Pacificação.

Até então, desde janeiro de 2011, o maior número tinha acontecido em maio de 2011, quando houve 34 ações, um terço do ocorrido em fevereiro – a média anterior mensal era de 16 casos.

Nesse período de cerca de dois meses e meio em que as tropas de Campinas (SP) e de Santa Maria (RS) ficaram na região, foram alvo de 22 tiros de fuzil, 114 tiros de pistola ou revólver, além de 37 bombas caseiras ou rojões, jogados em direção aos soldados. Houve ainda 70 casos de pedras, paus, garrafas e tijolos lançados contra os militares e 42 “formações de turba” – como no dia da visita do príncipe Harry.

Seguindo a orientação do CML (Comando Militar do Leste) – de “proteger a população” –, o contingente informou ter dado 42 tiros de advertência de fuzil, 16 tiros de pistola, como resposta. A arma mais usada pelo Exército entre o fim de janeiro e hoje foi a espingarda calibre 12 de munição de borracha, não-letal, com 400 disparos, associados às granadas de luz e som (32), e gás de pimenta.

“No Haiti, a tropa chegou pronta para combater, não para manutenção da paz, mas para imposição da paz. Tinha atirado muito em treino e estava segura. No Haiti a situação social é muito pior que aqui. Mas aqui há uma cultura do tráfico ainda muito forte”, disse.

No período, cresceram também as apreensões de drogas e armas. Em fevereiro e março, foram apreendidas 11 armas, sendo quatro réplicas de fuzis, maior média desde o início da Operação Arcanjo.

Os militares apreenderam 7208 papelotes de cocaína, 2896 sacolés de maconha, 2896, 300 comprimidos de ecstasy: 376 pedras de crack e 36 de haxixe.

Foram recolhidos pela tropa ainda um carregador de fuzil, 58 cartuchos de fuzil calibre 7.62mm, 29 cartuchos de pistola 9mm, 18 rádios portáteis, 30 celulares, um par de binóculos e 11 veículos roubados.

As ações de inteligência passaram a priorizar, pela ordem, armas, sistemas de informações das “forças adversas” – traficantes –, procurados, tráfico de drogas e crimes conexos.

Violência em Niterói faz mais uma vítima, agora o fisioterapeuta Fabiano de Almeida

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Reprodução do Jornal O Globo On line.


RIO - A violência que vem assustando moradores de Niterói fez mais uma vítima: o fisioterapeuta Fabiano de Almeida, de 35 anos, que foi baleado na cabeça sábado à noite, durante um assalto na Estrada Velha de Itaipu, na Região Oceânica. Ele a namorada, Joana Souza Pereira, seguiam de moto para Piratininga quando, por volta das 19h30m, foram abordados por dois assaltantes. Os bandidos também estavam numa motocicleta. De acordo com Joana, um dos criminosos atirou no fisioterapeuta antes mesmo de qualquer reação. O casal caiu e os bandidos levaram a moto, uma Honda CB-300. Até a noite de ontem, Fabiano continuava internado no Hospital Azevedo Lima, no Fonseca. Segundo médicos, seu quadro é estável. Ele corre o risco de ficar cego.

O crime ocorreu no mesmo dia em que o estudante de administração Jorge Luiz Carvalho, de 24 anos, foi enterrado em Niterói. O universitário foi baleado no pescoço na madrugada do domingo retrasado, numa tentativa de assalto na porta do prédio onde morava, na Rua Justina Bulhões, no Ingá. Assim como no roubo de sábado, Jorge Luiz foi atacado por uma dupla, que não chegou a levar o veículo.

A namorada de Fabiano suspeita que eles foram seguidos pelos bandidos desde o sinal de trânsito localizado no fim da Estrada da Cachoeira, que dá acesso à Estrada Velha de Itaipu.

— Passamos pelo sinal e eles vieram atrás. Acho que pensaram que estávamos fugindo. Eles nem esperaram a gente parar para fazer o disparo — contou Joana, acrescentando que o crime aconteceu num trecho mais deserto da estrada. — Ele (Fabiano) caiu deitado, e continuou consciente. Eu só conseguia gritar. Fiquei em estado de choque.

A dupla, segundo ela, estava numa moto amarela e aparentava ter menos de 20 anos. Joana mora em Niterói, no bairro de Piratininga, há apenas três meses, embora tenha nascido na cidade. Já o fisioterapeuta reside em Angra dos Reis e estava no município para passar a Semana Santa com a namorada, que, na queda da moto, sofreu somente ferimentos leves em uma mão.

Os dois tinham passeado pelo Parque da Cidade e pela orla de São Francisco, na Zona Sul de Niterói. A namorada contou que Fabiano é deficiente auditivo, e que interpreta a fala das pessoas por leitura labial. Joana teme que, agora, ele perca a visão.

Roubos são frequentesno local do crime

Um dos acessos mais utilizados para quem vai da Zona Sul para a Região Oceânica, a Estrada Velha de Itaipu é considerada um local perigoso, especialmente à noite. Bombeiros que socorreram o casal na noite de sábado contaram para parentes de Joana que o trecho foi, recentemente, palco de um arrastão, e que bandidos teriam até mesmo usado uma corda para derrubar e assaltar motociclistas.

Joana diz que nunca se sentiu insegura em Niterói, até porque está há poucos meses na cidade. Porém, ela acredita que a violência tenha relação com uma migração de bandidos de áreas pacificadas no Rio.

— Já que os bandidos foram para outros lugares, que as autoridades façam algo nessas comunidades, que tentem integrar essas pessoas à sociedade — sugere.

Universitários preparam um protesto contra a violência na cidade para o próximo dia 21, às 14h, na Praia de Icaraí. O movimento “Niterói quer paz”, conforme afirmam os organizadores, pretende mobilizar a sociedade para que pressione o poder público por mais resultados e políticas públicas na área de segurança. A convocação para o protesto vem circulando nas redes sociais, com o pedido para que a população vá de branco.

Na tarde de ontem, policiais do 12BPM (Niterói) prenderam um homem com uma submetralhadora e drogas na Favela Boavista, no Fonseca. O batalhão já havia prometido um reforço na segurança e prepara uma cartilha para ser distribuída aos moradores com dicas de como se prevenir de assaltos.

O perigo nas ruas

Com cerca de 500 mil habitantes e a maior renda média domiciliar do país (R$ 2.031,18, segundo o Censo de 2010), Niterói vêm enfrentando uma onda de violência. Assaltos com reféns, arrastões e roubos de veículos se tornaram rotina nos últimos três meses em bairros como Icaraí, Ingá e São Francisco. O motivo seria a migração de traficantes que deixaram comunidades do Rio após a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Os bandidos costumam agir com rapidez e violência. E os resultados já começam a aparecer nas estatísticas. Em Icaraí, por exemplo, em janeiro de 2011, nenhum assalto a residência foi registrado na 77 DP, responsável pelo policiamento do bairro. Já em janeiro deste ano, foram seis casos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

De acordo com PMs e agentes da Polícia Civil de Niterói, traficantes da Mangueira assumiram a venda de drogas no Morro do Preventório, em Charitas. Por sua vez, bandidos das favelas do Complexo da Maré (que vai abrigar a sede do Batalhão de Operações Especiais) e traficantes de Senador Camará lideram agora o tráfico no Morro do Cavalão, no Centro de Niterói.

Mesmo com a onda de violência, Niterói perdeu efetivos para o patrulhamento ostensivo, que parece diminuir ano a ano. Segundo um diretor do Centro Comunitário de São Francisco, o 12 BPM passou de cerca de 1.200 homens, na década de 80, para 700.

Franciane Mota esposa de Paulo Melo pinta Saquarema com as cores de sua campanha, e aí MP eleitoral ?

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Reprodução do jornal Extra, extra extra






A prefeita de Saquarema Franciane Mota (PMDB) fez uma laranjada com a cidade.

A moça, candidata à reeleição, está pintando escolas, ginásios, postes e até bancos de praça de laranja, cor de sua campanha na disputa de 2008.

Franciane é casa com o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo (PMDB).

A MÁFIA ! Perillo admite elo de políticos de Goiás com Cachoeira

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Reprodução do Jornal de São Paulo.


PIRENÓPOLIS (GO) - Nos últimos 17 dias, a República foi sacudida por revelações da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que ligam o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma rede ilegal de jogos, a políticos de Goiás.

Depois do escândalo das gravações que mostraram a relação estreita do senador Demóstenes Torres (sem partido) com Cachoeira, o governador Marconi Perillo (PSDB) não tem dúvidas: "Numa hora como essa não dá para haver hipocrisia. Todos os políticos importantes de Goiás tiveram algum tipo de relação ou de encontro com o Carlos Ramos, como empresário e dono de indústria de medicamentos em Anápolis, que se relacionou durante muito tempo com várias personalidades da sociedade goiana", disse Marconi ao Estado.

Pegos nos grampos da PF em conversa com Cachoeira, sua chefe de gabinete Eliane Pinheiro, e o presidente do Detran, Edvaldo Cardoso, se demitiram na semana passada. O governador admite que conversou com Cachoeira, uma vez, por telefone, e que o recebeu, no palácio do governo, mas enfatiza que falaram de incentivos fiscais.

Recolhido em sua fazenda de Pirenópolis (130 quilômetros ao norte de Goiânia) na Páscoa, o governador tucano contou que, até o estouro do escândalo, não tinha dúvida sobre "a correção" de Demóstenes Torres. Cachoeira está preso desde fevereiro em Mossoró (RN).

O sr. teme que o envolvimento do seu nome lhe prejudique?
Estou muito tranquilo em relação ao que aconteceu. Asseguro que jamais houve qualquer omissão do governo goiano em relação a ilícitos. Falta um tempo para o início da campanha municipal e espero que tudo seja esclarecido até lá. Mas como este é um assunto que está sendo jogado só nas costas de políticos da oposição, pode pairar alguma dúvida. Meu partido me conhece, e conhece meu procedimento ao longo de toda minha vida pública. Mesmo assim, alguns devem ter algum tipo de dúvida, afinal é um assunto que ganhou a imprensa nacional.

O PSDB estranhou o fato de sua chefe de gabinete ter sido flagrada em conversas telefônicas com o Cachoeira. Como ela foi parar em uma função tão próxima do governador?
Fiquei tão assustado quanto meus companheiros. Eliane trabalhou com a deputada Lídia Quinan, depois com Fernando Cunha na secretaria de Governo. No governo anterior, ela passou dois meses rodando o Estado inteiro, me ajudando, com um grupo de oito amigos que alugaram uma Kombi e formaram o núcleo voluntário mais aguerrido da campanha. Quando ganhei a eleição, jamais poderia não prestigiar pessoas como ela. Soube dessa relação (com Cachoeira) quando houve o episódio (a operação da PF). Posso afirmar que é pessoa corretíssima, que não tem qualquer ligação com jogo, caça-níquel, ilegalidade. Nenhum dos citados, ligados a mim, foi relacionado a ilícitos e contravenção. Ela pediu demissão, mas me vejo com dever defendê-la.

Se o Cachoeira a avisa de uma operação da PF em prefeituras do interior goiano, como em Águas Lindas, a informação era do seu interesse e deveria ser passada ao governador?
Jamais. Ela me disse que tinha uma relação de amizade muito forte com o prefeito e a família do prefeito de Águas Lindas. Talvez tenha sido por isto que o empresário a tenha avisado. Mas ela foi muito categórica comigo, dizendo que não tem envolvimento e que nem avisou o prefeito.

O sr. foi adversário do senador Demóstenes Torres e depois virou aliado. Nos últimos tempos, como era essa relação política?
Minha relação com Demóstenes foi uma relação de altos e baixos. O conheci pessoalmente em 1998. Ele nem havia votado em mim para governador, mas achava que era importante trazer alguém do Ministério Público para ser o secretário de Segurança, e ele tinha sido duas vezes procurador-geral de Justiça. Era muito novo, queria formar um secretariado eclético e acima de qualquer suspeita em credibilidade e competência.

Mas depois romperam.
O ápice desse rompimento se deu em 2006, quando houve uma disputa muito dura e ele estava contra o candidato que eu apoiava, Maguito Vilela (PMDB). Chegando ao Senado, em 2007, tive uma conversa franca com ele e estabelecemos um modo de convivência. Não tinha dúvida sobre a correção dele, até porque foi relator e autor de mais de mil projetos importantes para o País, principalmente na área de combate ao crime, modernização dos Códigos de Processo Civil e Penal. E esta relação evoluiu até chegarmos à aliança de 2010. O Demóstenes tinha uma popularidade muito grande e foi muito importante para nossa vitória, especialmente no segundo turno. Ele me ajudou muito.

O sr. não percebeu a proximidade dele com Cachoeira?
Uma campanha como a que disputamos é tão difícil e corrida que mal dá para conversar. O Demóstenes sempre andava com um carro atrás do meu e fizemos poucos comícios. Sinceramente, não conversávamos sobre esses assuntos. Mas é importante dizer que numa hora como essa não dá para haver hipocrisia. Todos os políticos importantes de Goiás tiveram algum tipo de relação ou de encontro com o Carlos Ramos, como empresário. Ele é dono de indústria de medicamentos em Anápolis, que se relacionou muito tempo com várias personalidades da sociedade goiana.

Demóstenes Torres deixa a toca e critica proposta de Dilma

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E a explicação sobre a ROUBALHEIRA ?

Reprodução do Jornal de São Paulo.



Dezessete dias depois de ter se recolhido ao silêncio diante das suspeitas cada vez mais graves de ligação com o empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (GO) fez sua primeira manifestação pública. E foi em seu blog particular (http://www.demostenestorres.com.br/), no qual postou no sábado, às 14h04, um artigo com críticas ao pacote de ajuda para a indústria anunciado pela presidente Dilma Rousseff no dia 3.

No blog, Demóstenes não faz nenhuma menção às suspeitas das ligações com Carlinhos Cachoeira nem sobre o seu incerto futuro. Já sem partido (desfiliou-se do DEM para fugir à expulsão no mesmo dia 3 do pacote de Dilma), ele responderá a processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. Se o julgamento fosse hoje, não há dúvidas de que perderia o mandato. Mas ele tem deixado recados que são dados por seus advogados segundos os quais, em sua opinião, fará uma defesa que poderá convencer os pares de que não está envolvido com Carlinhos Cachoeira, preso num presídio de segurança máxima, em Mossoró, desde o dia 29 de fevereiro.

No blog só é possível perceber sinais da angústia do senador por causa dos últimos posts em seu twitter, datados de 23 de março, quando começaram a aparecer as conversas gravadas pela Polícia Federal, que aumentaram ainda mais as suspeitas sobre a ligação dele com o empresário de jogos de azar. Sua derradeira manifestação no microblog diz: "O sofrimento provocado pelos seguidos ataques a (sic) minha honra é difícil de suportar, mas me amparo em Deus e na certeza de minha inocência ". Uma semana depois, diante da iminência da expulsão, o senador pediu o desligamento do DEM.

O artigo em que Demóstenes critica o plano de ajuda à indústria brasileira tem por título a locução "Um Brasil maior para os pequenos". Nas suas 38 linhas, o senador lembra que o governo apresentou no dia 3 "mais um saco de bondades", com o slogan de "não abandonar a indústria brasileira". Para Demóstenes, "o pacote é menos que o esperado, principalmente para quem sobrevive acossado pela concorrência nos próprios Brics".

Segundo o senador, o governo da presidente Dilma usa "a tática de tratar o essencial aos espasmos". Ele considera que isso pode dar certo em outras áreas, mas na planta das fábricas é necessário respeitar o calendário anual. "O empresário tem despesas a quitar em todos os 365 dias do ano e o funcionário depende do equilíbrio do mercado para garantir a carteira assinada."

E continua: "A engrenagem é praticamente a mesma desde a revolução fabril, com o agravante de o sistema não se resumir mais a um embate entre trabalho e capital."

Demóstenes diz, no artigo, que "a era dos slogans de cartilha ficou no passado pré-computador. Estamos no século do empreendedorismo, em que qualquer pessoa deve receber a oportunidade de investir em seu talento para crescer".

O senador considera, no artigo, que o governo se esqueceu dos pequenos: "Evidentemente, os gargalos são abissais para grandes e pequenos, porém o poder de pressão dos micros se resume ao grito diante dos juros em empréstimos, em geral com agiotas clandestinos. A esperança é que, mesmo aos sustos, a eles chegue a sacola de facilidades sacudidas pelo governo quando a quebradeira se avizinha."

Para Demóstenes, "a defesa dos empregos, parte do anúncio da presidente Dilma Rousseff, deve ser observada também a partir dos empreendimentos de fundo de quintal, das lojinhas sem registro, dos feirantes."

Quase ao final do artigo há até espaço para um elogio à política do governo: "A redução de juros, que deveria ser generalizada e permanente, é uma das boas novidades, assim como um alívio no peso dos encargos trabalhistas, que esperam ser revistos com urgência. Ao menos, seria desejável que os US 25 bilhões anunciados em reforço para o BNDES fossem direcionados para a turma do Simples."

Nas últimas duas linhas, Demóstenes volta à crítica e cita os problemas na infraestrutura brasileira: "Enquanto isso, rodovias, portos, aeroportos, ferrovias e a burocracia seguem seu curso, tragando sonhos de todas as extensões."

Carros pegam fogo em depósito público, quem vai pagar a conta Eduardo Paes ?

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Reprodução do O Dia On line.



Rio - Um incêndio destruiu, neste domingo, dezessete carros num depósito da prefeitura, na Avenida Francisco Bicalho, região da Leopoldina. As chamas duraram entre uma hora e uma hora e meia antes de serem controladas por bombeiros de vários quartéis. Ninguém ficou ferido.

O fogo provocou uma enorme coluna de fumaça que podia ser vista de diversos bairros da cidade, como regiões da Zona Portuária, Maracanã e Tijuca, e de viadutos, como o da Perimetral. Segundo testemunhas, o incêndio começou por volta das 13h, mas foi apagado por bombeiros dos quartéis de São Cristóvão, Caju e Vila Isabel.

Agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) e de outros órgãos ligados à prefeitura, como a Guarda Municipal, também estiveram no local fazendo vistorias, momentos depois que o fogo terminou de ser controlado.

De acordo com funcionários do depósito, o local guarda, entre outros veículos, carros que serão disponibilizados para leilão. Ainda está sendo apurada a causa do incidente, mas acredita-se que as chamas começaram com uma centelha num mato dentro do próprio terreno, que acabou se espalhando.

CONSTRUÇÕES INTACTAS

O depósito guarda dezenas de carros e a maioria acabou não sendo atingida pelo incêndio. Construções próximas, como as que ficam no próprio depósito e a Estação da Leopoldina, vizinha da propriedade, também não sofreram qualquer tipo de dano provocado pelo fogo.

SÓ SACANAGEM ! Fraude: alunos de medicina da Unirio usaram matrículas canceladas para ingressar no curso

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ATENÇÃO: Voltarei a fazer comentários das postagens, mas muitas matérias aqui publicadas estão sendo comentadas por mim na minha rádio web, é só o tempo de acertar alguns "ponteiros".

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RIO - A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) acionou a Polícia Federal (PF) para investigar o que o reitor Luiz Pedro San Gil Jutuca chama de "grave fraude" na Escola de Medicina e Cirurgia (EMC), que comemora cem anos amanhã. A instituição apura o uso indevido de números de matrículas canceladas em 2011. Segundo a Unirio, cinco alunos utilizaram os números para se matricular, irregularmente, este ano. Eles estão assistindo às aulas, e seus nomes constam das listas de presença dos professores, apesar de não estarem na relação de convocados com base no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), única forma de acesso à universidade. Há suspeitas de existência de um esquema de compra de vagas.

Na última quinta-feira, Jutuca enviou um ofício à PF pedindo o indiciamento dos alunos. Os cinco foram convocados a depor hoje numa comissão de sindicância instaurada pela Unirio.

— Os nomes desses estudantes entraram no sistema de forma totalmente irregular. Houve uma grave fraude. Não sei se foi compra de vagas ou outro processo ilícito. A direção vai afastar os estudantes, e eles deverão ser indiciados pela PF. Paralelamente, vamos abrir um processo administrativo na universidade — explica Jutuca.

Calouros sequer fizeram o Enem

Na semana passada, O GLOBO recebeu uma denúncia de que uma candidata que havia ficado na posição 2.217 na lista de espera por vagas para o curso de Medicina estava assistindo às aulas do 1 período. A Unirio confirmou que ela e os outros quatro alunos estão inscritos no Sistema de Informações para o Ensino (SIE), apesar de seus nomes não constarem em qualquer chamada pública do Sistema Único de Seleção Unificada (Sisu), que classifica os alunos pelo Enem.

A irregularidade foi descoberta por meio de um relatório de evasão elaborado no dia 15 de março, quando se notou que a quantidade de matrículas canceladas em 2011 caiu, inexplicavelmente, de 15 para dez. Ao analisar as divergências, a EMC verificou a inclusão dos cinco estudantes no sistema e informou o caso à reitoria, que consultou a procuradoria-geral. O órgão recomendou a abertura de uma sindicância. No último dia 27 foi instaurada uma comissão, cujos trabalhos têm até um mês para serem concluídos.

Informado pelo GLOBO sobre o caso, o Ministério da Educação (MEC) enviou uma nota na qual informa que está "à disposição do reitor da Unirio para auxiliar e supervisionar as investigações relativas à grave denúncia de presença de estudantes irregulares matriculados no curso de Medicina da instituição". O ministro Aloizio Mercadante foi enérgico:

"Essa situação é inaceitável. Não podemos tolerar fraudes. Vamos exigir uma apuração rigorosa", disse ele, por meio de sua assessoria.

Além da sindicância instaurada pela reitoria, cujo resultado preliminar está previsto para quarta-feira, o MEC orientou a direção da Unirio a solicitar a abertura de um inquérito na PF. Se for comprovada a fraude, os responsáveis serão processados nas esferas cível e criminal, segundo o ministério.

 

Aluna diz que recebeu telegrama, mas universidade nega

Presidente da comissão de sindicância, o diretor do Instituto Biomédico da Unirio, Antonio Brisolla Diuna, já colheu depoimentos da diretora da Escola de Medicina e Cirurgia, Maria Lucia Pires, e da decana do Centro de Ciências da Saúde, Lucia Marques Viana. Hoje, serão ouvidos integrantes da comissão de matrícula e servidores da EMC envolvidos no processo de cadastramento de alunos. Ao ser procurada pelo GLOBO para comentar o assunto, uma estudante que faz parte do grupo suspeito de fraude se mostrou surpresa.

— Não entendo o que você está falando. Fui chamada e tenho um comprovante da matrícula. Recebi um telegrama da Unirio, estou matriculada e cursando a faculdade — disse ela, por telefone.

A Unirio informou que não envia telegramas aos candidatos aprovados. O GLOBO não conseguiu localizar os outros estudantes supostamente envolvidos na fraude. Segundo o MEC, nenhum desses quatro fez o Enem.

Os cinco números de inscrição usados irregularmente foram cancelados no ano passado. Ao que tudo indica, essas matrículas seriam oriundas de vagas de 2011 que não foram preenchidas. Este ano, apesar de haver 77 vagas para o 1 semestre da EMC, existem apenas 60 nomes numa lista de chamada à qual O GLOBO teve acesso. Como três alunos dessa relação são de intercâmbio e dois, repetentes, ficariam faltando preencher 22 vagas.

A quarta e última convocação para candidatos de Medicina foi feita pela Coordenação de Seleção e Acesso (Cosea) no dia 29 de fevereiro. No entanto, o diretor da Cosea, Roberto Vianna, informou que há apenas 11 vagas remanescentes.

— O quantitativo de vagas ociosas na graduação é apurado mediante relatório do sistema acadêmico no semestre anterior para oferta no processo seletivo seguinte. Para o segundo semestre de 2012, ao receber esses relatórios, nossa tarefa inicial é dialogar com cada gestor das unidades acadêmicas para, se for o caso, distribuir essa oferta nas modalidades de acesso já informadas e, logo após, publicar o edital do certame — explicou Vianna, por e-mail.

De acordo com alunos de diferentes períodos, o problema com vagas ociosas na EMC não é novo. Um deles, que preferiu não se identificar, disse que acompanhou todo o processo seletivo do ano passado, inclusive as matrículas dos calouros. Segundo o estudante, sobraram quatro vagas no segundo semestre de 2011, mas ele e alguns colegas foram desaconselhado a cobrar seu preenchimento:

— Ouvi de uma funcionária do alto escalão da direção: "Vocês não podem se meter nessa história, que já está fedendo demais. Não batam de frente com o bonde. Ainda há muita água para passar embaixo dessa ponte".

Rio "BOMBA" ! Minc ameaça ir à Justiça contra empresa do Porto

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A explosão de uma galeria pluvial há dois meses no terminal da Triunfo Logística, no Porto do Rio, que matou Rafael Martins Souza, de 29 anos, levantou suspeitas de que há diversos vazamentos e bolsões de petróleo e derivados na área, que podem fazer do Porto do Rio, nas palavras do secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, um verdadeiro “campo minado”, com riscos de mais explosões e acidentes, como o secretário já havia alertado na época. Dois meses depois do acidente, diante da falta de informações por parte das empresas que atuam no Porto e as que controlam o oleoduto na região, a secretaria já ameaça recorrer à Justiça para obrigar as empresas a sanar os problemas da área, prioritária para o desenvolvimento urbano da cidade na preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.

— Os problemas são gravíssimos. Nas poucas áreas analisadas, como na região da Petrobras, foram encontrados problemas que foram sanados. Mas isso é minoria — disse Minc.

Para Minc, pode-se afirmar “com 90% de certeza” que há um vazamento nos dutos da Refinaria de Manguinhos. O procurador Rodrigo Carelli, do Ministério Público do Trabalho (MPT), vê irregularidades trabalhistas e de segurança na Triunfo, que, combinadas com o vazamento, podem ter causado a morte do trabalhador, que foi jogado a 20 metros de altura com a explosão.

— Vemos uma série de desrespeitos e infrações no Porto, mas a situação da Triunfo é muito pior: põe em risco a segurança dos trabalhadores e eles são reincidentes nestes problemas. Por isso, estamos entrando com uma ação civil pública contra a empresa — afirmou o procurador.

A empresa alega que cumpre toda a legislação e que, apesar de respeitar a ação do procurador, está tranquila. Rogério Caffaro, presidente da companhia, afirma que a empresa que prestava serviços terceirizados no terminal foi afastada, e os funcionários, admitidos. Ele diz que presta toda a assistência à família da vítima.

— O funcionário morreu por causa da explosão causada pelo uso de um maçarico a céu aberto — diz, lembrando que, se o vazamento não existisse, o acidente não aconteceria.

Mas a morte do jovem levantou um problema antigo. Segundo Minc, os primeiros estudos sobre o acidente indicam uma falha de Manguinhos.

— Estamos fazendo uma série de perfurações no terminal da Triunfo e encontramos depósitos de até um metro cúbico de derivados de petróleo próximo ao duto da empresa. À medida que nos afastamos dos dutos, a quantidade de material diminui até desaparecer. Faltam mais estudos, mas há 90% de chances de a culpada pelo acidente ser Manguinhos — afirmou o secretário.

Manguinhos diz que foram feitos inúmeros testes

Ele diz que a empresa apresentou testes de estanqueidade, que comprovam se há vazamento em instalações subterrâneas, mas o Inea, órgão estadual do ambiente, pediu novos estudos com certificação internacional.

Minc, contudo, lembra que há terminais de petróleo e derivados na região, como os da Petrobras, Ipiranga e Chevron, além de Manguinhos. Além de desconfiar da existência de vazamentos, ele disse que há um passivo na região que precisa ser sanado:

— A Petrobras já fez um levantamento ambiental e sanou os problemas. Mas isso é mais uma mostra do potencial de riscos. Em quase todos os locais onde foi feito algum estudo foi encontrado algum problema.

A Secretaria Estadual do Ambiente vem pedindo há dois anos à Companhia Docas, responsável pelo Porto do Rio, um grande levantamento da situação ambiental da região e consequente resolução dos problemas:

— A empresa nunca nos atendeu. Sempre com diversas escusas, que o porto está operacional, que há diversas empresas atuando nos terminais... Se o estudo não começar em dois meses, vamos recorrer ao Ministério Público, para ver se forçamos a realização de um termo de ajustamento de conduta (TAC) com a Companhia Docas, que ficará obrigada a resolver esta situação que é tão grave — disse.

Paulo Henrique Oliveira de Menezes, presidente da Refinaria Manguinhos, afirma que os dutos da empresa estão em pleno funcionamento. E esclarece que, em julho de 2011, após reestruturação iniciada em dezembro de 2008, a Refinaria de Manguinhos obteve sua Licença de Operação para o recebimento de hidrocarbonetos, “passando pela rigorosa avaliação de inúmeros testes e vistorias até a sua concessão pelo Inea”, segundo informou.

— A atividade da refinaria para recebimento e transferência de petróleo e seus derivados através de seu oleoduto que a interliga à Baía de Guanabara é válida e inquestionável. Qualquer informação contrária a essa é mentirosa e inconsequente — afirmou Menezes.

Ele disse que a empresa realiza testes para atender à nova exigência do Inea, que agora pede nova certificadora internacional.

— Desde o acidente, estamos sem poder operar normalmente no terminal da Baía de Guanabara. Isso eleva os custos mensais em cerca de R$ 3 milhões, pois temos que descarregar o produto em Santos e depois enviar para a refinaria por caminhão — disse ele, que afirmou ainda que as primeiras amostras da região onde ocorreu a explosão diferem, em muito, dos derivados com que Manguinhos trabalha.

Docas: não há nenhum risco iminente na região

Procurada, a Companhia Docas informou, por nota, que o assunto ainda está em análise: “O acidente no Terminal da Triunfo, no Porto do Rio, está sendo investigado, do ponto de vista ambiental, pelo Inea, e do ponto de vista da responsabilização, pelo Instituto Carlos Éboli. A Companhia Docas do Rio de Janeiro, de forma integrada com os dois órgãos, está acompanhando o trabalho que vem sendo realizado para descobrir as origens e causas do incidente, respondendo à medida que é demandada”.

A empresa não respondeu às acusações de Minc, de que a empresa está há dois anos se recusando a fazer estudo ambiental da região. Docas também afirmou que não há risco iminente na região, incluindo o terminal marítimo de passageiros, que fica longe da área da explosão.

Arrecadação do Seu Cabral: Multas barram até 40% dos veículos na vistoria nos Detrans

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Rio - As novas regras que tornaram a vistoria anual do Detran mais rígida estão causando dor de cabeça para os motoristas. Em alguns postos, chega a 40% o percentual de condutores desavisados que tentam passar na avaliação com multas não pagas e voltam para casa sem o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Outra barreira tem sido a aferição de emissão de gases, que começou a tirar das ruas veículos poluidores.

Equipe de O DIA percorreu nove dos 12 postos de vistoria no Município do Rio. Dezenas de motoristas têm faltado à inspeção agendada e muitos dos que vão são surpreendidos pela nova regra. Ao levar seu Logan para a avaliação anual, o taxista Valderi Gerônimo da Silva, 48, soube que tem 60 multas a pagar. Terá que desembolsar R$ 4 mil em 25 dias se quiser pegar o documento para trabalhar. “Não sabia que tinha as multas, não chegam na minha casa. Vou ter que pegar empréstimo”, lamentou.

As novas normas passaram a valer segunda-feira passada. O Detran obteve vitória no Supremo Tribunal Federal, que derrubara decisão do Tribunal de Justiça do Rio. Um acórdão, que foi suspenso, permitia anteriormente a inspeção e emissão do CRLV a quem estive com multas em débito.

No primeiro dia da nova exigência de multas pagas para tirar licença anual, no posto Santa Luzia, no Centro, dos 306 veículos avaliados, 105 não foram liberados. Em Irajá, no posto do Departamento de Estradas de Rodagem (DNER), o percentual de retidos por multas foi de 40% dos 300 agendados por dia. No mesmo bairro, no posto do Ceasa, o índice chegou a 34% terça-feira.

MULTA TRAVA AGENDAMENTO

Desde segunda, então, motoristas não conseguem agendar vistorias de veículos inadimplentes. Os que já estavam marcados até dia 14 fazem a vistoria, mas não recebem o documento. O condutor tem 25 dias para pagar o débito e retornar ao posto para pegar o certificado.

O mecânico Severino Justino da Silva, 64, fez todos os reparos no Voyage 1989, mas esqueceu de multa por estacionamento irregular: “Não lembrava mais da infração, é de 2011. Agora é resolver logo”.

Nova regra aumenta número de faltas em vistorias agendadas

A regra que barra veículos com multa é apontada como responsável pelo aumento de faltosos. No posto de Campo Grande, de 290, 30 inspeções foram canceladas só na terça-feira. Até mesmo o chefe de um dos postos do Detran foi pego de surpresa.

“Minha vistoria está agendada para dia 17 e vou ter que correr para pagar três multas. Não ia gastar esse dinheiro agora, são cerca de R$ 250 que vão fazer falta”, contou o servidor, que não quis se identificar.

Táxis pedem parcelamento das multas

Taxistas temem não conseguir trabalhar. Com infrações acumuladas, querem que o Detran aceite parcelamento das multas. A sugestão é do presidente do Sindicato dos Taxistas do Rio, José de Castro: “A infração deveria ser dividida no ano corrente”.

O taxista José Luis Alves, 45, tem 20 multas não pagas, mas passou na vistoria, já que agendou para a semana anterior à norma. Na segunda seguinte, acompanhou a frustração de colega que não pôde pegar o documento. Multas em recurso ou que não transitaram em julgado não impedem a revisão.

Governo estuda mudar tolerância à emissão de gases

O estado também está fechando o cerco contra carros que poluem o ar. A previsão do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) é que este ano 40 mil veículos ‘ecologicamente incorretos’ sejam retirados das ruas. A análise de gases poluentes gera três categorias de veículos: aptos, que não poluem; reprovados, que poluem em níveis não tolerados; e inaptos, que ganham o certificado para continuar rodando, mas emitem poluição. Esse terceiro tipo, que em março correspondeu a 10% da frota vistoriada, está na mira do estado.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, revelou que esse índice o incomoda. Ele aguarda as estatísticas oficiais, em maio, para estudar mudanças na resolução. O Detran não soube informar o total de carros reprovados por poluir nem a quantidade de motoristas inadimplentes no Rio.

Para provar que poluir ou não é questão de capricho na mecânica, o empresário José Vieira, 81 anos, recebeu nota 10 com louvor com seu Fusca 72: “O segredo é sempre fazer revisão”. Já a gerente administrativo Jaqueline Serqueira, 47, não passou no quesito poluição. “Não sabia que o carro estava poluindo, mas concordo com a determinação”, revelou.

BARBARIDADE ! CNJ: 43% dos jovens internados são reincidentes

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Reprodução do O Globo On line.



RIO - Foram 16 meses de pesquisa, com visitas a 320 unidades e quase duas mil entrevistas, para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) chegar a uma conclusão: quatro em cada dez crianças e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em estabelecimentos com restrição de liberdade são reincidentes. E as infrações que os levam de volta costumam ser ainda mais graves do que as anteriores. Os casos de homicídio, por exemplo, foram muito mais frequentes na segunda internação, aumentando de 3% para 10%, em âmbito nacional.

Este é um dos resultados da pesquisa “Panorama Nacional, a Execução das Medidas Socioeducativas de Internação”, na qual o CNJ levantou, de julho de 2010 a outubro de 2011, as condições de internação de 17.502 jovens em conflito com a lei. Entre os adolescentes entrevistados (pouco mais de 10% do total), 43,3% já haviam sido internados ao menos uma outra vez. O percentual é ainda maior quando levados em conta os 14.613 processos de execução de medida socioeducativa, também analisados pelos técnicos do Conselho: há registros de reincidência em 54% dos casos.

O levantamento, feito pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do CNJ, exibe um retrato completo desse jovem. Famílias desestruturadas, defasagem escolar e relação estreita com substâncias psicoativas estão entre os traços marcantes desse perfil. Embora o percentual de analfabetos seja pequeno (8% do total), 57% dos jovens entrevistados declararam que não frequentavam a escola antes de ingressar na unidade.

Uma vez internado, o jovem encontra pouco estímulo à reinserção social. O sistema está operando acima da capacidade. E a superlotação não é o único problema. O apoio psicopedagógico, considerado pelo CNJ imprescindível para o acompanhamento de déficits de aprendizagem, foi constatado em apenas 24% dos estabelecimentos. Para complicar a situação, há relatos de castigos e agressões: 28% dos entrevistados declararam ter sofrido algum tipo de agressão física por parte dos funcionários, 10% pela Polícia Militar, após o ingresso na unidade, e 19% afirmaram ter sido alvo de castigo físico durante a internação.

Abusos sexuais em 34 unidades

A pesquisa revela ainda que, nos últimos 12 meses, pelo menos um adolescente foi abusado sexualmente em 34 estabelecimentos. Há também registros de mortes de adolescentes que cumpriam medidas socioeducativas em 19 unidades. Além disso, sete estabelecimentos informaram a ocorrência de mortes por doenças preexistentes, e dois registraram suicídios.

O objetivo do CNJ, ao esquadrinhar as 320 unidades do país, foi elaborar diagnósticos e orientar políticas públicas para o setor. Pelo estudo, é possível saber também que a maioria dos adolescentes cometeu o primeiro ato infracional entre 15 e 17 anos (47,5%). Mas em 9% dos casos, o delito ocorreu ainda na infância, entre os sete e os 11 anos. Como a idade média do entrevistados era de 16,7 anos, os pesquisadores constataram que, considerando-se o período máximo de internação, boa parte dos jovens infratores alcançaria a maioridade civil e penal durante o cumprimento da medida.

Mas o que leva esses jovens à perda da liberdade? O levantamento do CNJ revela que roubo é o ato infracional mais cometido, representando 36% do total, seguido de tráfico de drogas (24%) e de homicídio (13%). O roubo obteve o mais alto percentual no Sudeste (40% dos delitos praticados). O crime de homicídio apresentou-se expressivo em todas as regiões do país, com exceção da Sudeste, onde esse delito corresponde a 7% do total. Nas regiões Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, o percentual varia de 20% a 28% (Norte). No Norte, os homicídios representam 28% do total de casos.

A respeito das relações familiares, os dados obtidos, mesmo que não surpreendam, são eloquentes. Dos entrevistados, 14% têm filhos. Sobre as relações em família, 43% declararam ter sido criados apenas pela mãe, 4% só pelo pai, 38% por pai e mãe e 17% pelos avós. Aproximadamente 75% faziam uso de drogas ilícitas, sendo esse percentual mais expressivo na Região Centro-Oeste (80,3%).

Na análise do número de evasões, um dado alentador: o Sudeste, com o menor percentual de evasão do país (3%), é justamente a região com maior oferta de atividades externas aos jovens internados.

Governo e banco Bradesco pagam encontro de magistrados no AM, e aí ?

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Em um país sério isso não aconteceria, isso é fato.

Reprodução da Folha de São Paulo On line.


O último encontro de presidentes de Tribunais de Justiça estaduais, realizado em um hotel de luxo em Manaus no fim de semana retrasado, teve despesas pagas pelo governo do Estado do Amazonas e pelo Bradesco.

Na programação do 91º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça não houve apenas palestras e reuniões, mas também eventos sociais e de turismo, como um passeio em iate pelo rio Negro.

Segundo o presidente do TJ do Amazonas, João Simões, o encontro custou cerca de R$ 200 mil. Simões não revelou quanto cada patrocinador investiu, mas afirmou que o maior apoiador foi o governo estadual.

Dos 25 tribunais que enviaram representantes ao evento, 14 responderam à Folha sobre como foram pagas as despesas de hospedagem, transporte e alimentação dos presidentes, assessores e acompanhantes.

No total, as cortes gastaram cerca de R$ 43 mil com a viagem de magistrados ou assessores. Segundo as assessorias dos TJs, despesas de acompanhantes foram pagas pelos próprios magistrados.

Na primeira noite houve uma cerimônia de abertura e um jantar com apresentação de danças folclóricas e cantores famosos na região.

No dia seguinte, os presidentes dos TJs se reuniram no salão nobre do hotel por cerca de oito horas, para discutir temas do Judiciário e assistir a duas palestras, sobre o controle do Judiciário pelos Tribunais de Contas e a gestão de preços em licitações.

Os acompanhantes dos magistrados fizeram um "city tour" por Manaus, incluindo uma visita a uma fábrica de relógios.

No sábado, a maior parte dos magistrados e acompanhantes fez um passeio pelo rio Negro no iate de luxo Iana II, de três andares, que costuma ser usado por artistas e políticos da região.

POLÊMICA

O Tribunal de Justiça do Amazonas e o Bradesco já foram protagonistas de uma polêmica no meio jurídico do Estado no ano passado.

A pedido do banco, o TJ-AM promoveu dois mutirões de conciliação judicial em que 90% dos processos tinham como autor o próprio banco ou empresas do grupo.

Esses mutirões são períodos de esforço concentrado do Judiciário para buscar entendimento entre as partes. Servidores dos tribunais selecionam processos com chances de acordo e os submetem às tentativas.

Segundo a Associação dos Magistrados do Amazonas, ofício encaminhado pelo TJ a juízes das varas cíveis e de registros públicos determinava que apenas processos indicados pelo Bradesco fossem incluídos na pauta de conciliação. O banco não quis se pronunciar sobre o caso.