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RIO - Num seminário promovido em Búzios na quarta-feira, o secretário estadual de Turismo, Ronald Ázaro, afirmou que criminosos da capital estão se deslocando para o interior do estado, afetando o setor turístico. Durante o evento, que debateu o "Desenvolvimento pelo turismo", ele recebeu de diretores do Fórum de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Forlagos) uma lista de reivindicações, entre elas o combate à violência e políticas para conter as invasões de traficantes nesses municípios.— É claro que a bandidagem fica que nem barata, se espalha e vai para o interior com as ações implantadas no Rio. E isso afeta o turismo — disse Ázaro, que falou para uma plateia de cerca de 300 pessoas formada por prefeitos, secretários municipais, empresários e presidentes de entidades representativas da Região dos Lagos.
O secretário de Turismo afirmou ainda que o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, tem informações sobre as quadrilhas que fugiram do Rio para outras cidades do estado. De acordo com ele, a secretaria tomará medidas para aumentar a segurança na região:
— Já foi identificado pelo secretário Beltrame as ações destas quadrilhas buscando amparo no interior, afetando o turismo. Não podemos dar detalhes, mas já existem ações, que darão continuidade à política na Região Metropolitana do Rio, além do aumento do efetivo policial.
O aumento na passagem das barcas é alvo de ação judicial apresentada por usários do serviço e organizações sociais.
A ação foi apresentada, nesta quinta-feira (15), na 4ª Vara Empresarial. Os autores anexaram uma lista com 25 assinaturas, que pedem a suspensão do aumento.
O grupo vai realizar um ato, chamado "Todos contra a Barcas S/A" no próximo dia 22. Além de pedir o fim do reajuste, eles exigem o cancelamento da concessão à empresa.
RIO - As cocheiras imperiais, que fizeram parte da Quinta da Boa Vista no passado, agora têm sua permanência em São Cristóvão duplamente ameaçada. Além da possibilidade de despejo pela prefeitura, que pretende construir um estacionamento onde hoje fica o Centro Hípico do Exército, um vazamento da Cedae alagou parte do terreno e já começa a abalar a estrutura das cavalariças. O problema na tubulação, que abastece a Zona Norte, o Centro e um trecho da Zona Sul e passa por baixo do Centro Hípico, se arrasta desde 17 de fevereiro, a sexta-feira anterior ao carnaval, quando a água começou a minar e a se espalhar por todo o espaço.
Considerando que o problema vem provocando o despejo de dois litros por segundo, como afirma a Cedae, em 27 dias o desperdício chega à surpreendente conta de 4,5 milhões de litros de água tratada. O volume daria para encher quase duas piscinas olímpicas. A mesma quantidade também seria suficiente para o consumo de cerca de cinco mil famílias (de quatro pessoas) num dia, levando-se em conta que uma pessoa consome diariamente, em média, 200 litros de água.
No dia 19 de fevereiro, domingo de carnaval, equipes da Cedae estiveram no local e, com o apoio de máquinas, abriram buracos para verificar a origem do vazamento e para ajudar no escoamento da água. A companhia não voltou mais ao Centro Hípico, na Rua Bartolomeu de Gusmão, e o resultado é um terreno de cerca de 400 metros quadrados todo revirado, com uma grande cratera de oito a dez metros de profundidade e dois metros de largura cheia de água, parte jogada no meio da rua por um canal improvisado. Esta área era usada pelos militares como campo de futebol e de obstáculos para os cavalos.
A corporação se justificou alegando que todos são considerados “culpados por articulação em manifestações de caráter político-partidário, nas quais incitaram ostensivamente a tropa à prática de ilícitos de natureza disciplinar e penal militar, além da adoção de conduta incompatível com a missão de bombeiro-militar”


O tráfico de drogas, que continua atuando nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, é mantido basicamente pelo consumo interno. A informação foi confirmada pelo coronel Fernando Fantazzini, chefe da comunicação social da Força de Pacificação.
- Há muitos viciados nos dois complexos que mantêm esse comércio de drogas. Praticamente não vemos pessoas de fora circulando na região. Os poucos carros que são de fora são abordados por nós, o que inibe a ação do usuário.SÃO PAULO - Oito anos depois de sua inauguração, o Fórum Trabalhista Ruy Barbosa - o famoso Fórum do Lalau, símbolo da corrupção e fraudes no Poder Judiciário - malogrou na missão de fazer frente ao grande volume de ações.
O fracasso do “Lalau” obrigou o Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região (TRT2), com jurisdição em São Paulo, a criar mais um fórum, para 30 varas do Trabalho, a um custo mensal de R$ 769,9 mil, valor do aluguel que a corte terá de arcar por um edifício de oito pavimentos na zona norte da capital, na cabeceira da Ponte do Limão. O TRT2 não abriu licitação, sob argumento de que o artigo 24 da Lei 8.666 (Lei de Licitações) autoriza inexigibilidade de concorrência para locação de imóvel. Segundo o tribunal, a locação foi “a única opção encontrada para abrigar as novas varas”. O imóvel escolhido, diz o TRT2, foi “a melhor opção, dentre várias analisadas”.
Juristas e procuradores do Ministério Público repudiam a ausência da concorrência. Alegam que isso seria adequado se houvesse um único imóvel capaz de atender ao tribunal que, no entanto, acabou optando por uma construção praticamente na planta.
Um ex-dirigente do TRT2 advertiu que, se houvesse tanta urgência na locação, o prédio já deveria estar pronto e as varas em funcionamento. O contrato foi firmado em 30 de dezembro e o edifício que abrigará o novo fórum ainda está em construção, um esqueleto à beira da Marginal Tietê.
Advogados destacam que o tribunal poderia ter consultado a União sobre a existência de imóveis públicos na região - citam como exemplo um terreno de 80 mil metros quadros doado pela Rede Ferroviária Federal em área próxima ao Fórum Lalau, na Rua do Bosque.
Demanda. As 90 varas instaladas no “Lalau” não mais suportam a demanda explosiva da corte. “Não existe mais espaço físico no Fórum Ruy Barbosa”, admite o tribunal. “Estudos continuarão a ser feitos, com o objetivo de alocar as novas varas numa sede própria.”
O tribunal informou que neste momeO TRT2 vai pagar R$ 45.765 o metro quadrado do novo prédio, que terá área de 16.825 metros quadrados, situado à rua Samaritá, 887. nto a corte “não está arcando com valor nenhum”. Os efeitos financeiros do contrato de locação terão início no ato de entrega das chaves, “previsto para junho”.
O tribunal alugou o prédio da empresa Vivicon Locações e Participações Ltda., proprietária do imóvel que está sendo erguido pela Codeme Engenharia S.A.
A Vivicon informou que a obra teve início em maio do ano passado. “O prédio estava no mercado”, pondera Moisés Nigri, da Vivicon. “O tribunal se interessou pela locação, fizemos contrato para essa finalidade.” Distante dois quilômetros do Lalau, o futuro fórum terá oito pavimentos, cinco deles destinados às varas trabalhistas, um subsolo para estacionamento de magistrados e servidores e dois pavimentos para serviços de apoio.
BRASÍLIA - Depois de criticar os bandidos de toga, agora a corregedora-nacional de Justiça, Eliana Calmon, atacou os bandidos com foro privilegiado. Em palestra na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, Calmon afirmou "que o foro tem abrigado muitos bandidos".
"Não queremos apedrejar quem está no crime por dinheiro, para sobreviver, mas quem está nas suas casas fantásticas ou buscando proteção do foro", afirmou a ministra. Eliana Calmon afirmou que o combate à corrupção e à impunidade deveria começar pelo "ápice da pirâmide".
"Quantos Josés da Silva já prendemos para dizer que não há impunidade?", questionou a ministra. Esses Josés da Silva, conforme a ministra, estão muitas vezes a serviço de grandes criminosos que não são perseguidos pela polícia.
Na palestra, a ministra afirmou que hoje um "exército" composto pela opinião pública hoje que protege os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que essa blindagem ocorreu em razão da expressão que ela usou em uma entrevista.

Como dois réus — o desembargador José Eduardo Carreira Alvim, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina — foram aposentados compulsoriamente, uma pena imposta pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, determinou a transferência da ação para a primeira instância. Um dos advogados, porém, argumentou que a condição do magistrado é vitalícia e que, por isso, eles ainda teriam direito ao foro privilegiado. Enquanto o plenário não decidir a controvérsia, o processo da Operação Hurricane permanecerá paralisado.
Também figuram entre os réus o desembargador Ernesto da Luz Pinto Dória, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas e o procurador Regional da República João Sérgio Leal Pereira. O desembargador José Ricardo Regueira também foi denunciado, mas morreu em 2008. Ontem, o advogado de Dória, Cléber Santos, disse que seu cliente, que responde por formação de quadrilha, não julgava matéria relativa a bingo ou caça-níqueis e que foi acusado apenas por manter diálogo com pessoas ligadas ao jogo do bicho. Ele teria vendido uma casa no Rio a um integrante da máfia. Como Dória tem mais de 70 anos, o prazo para o processo prescrever é metade do normal. Se até novembro o julgamento não acontecer, ele ficará livre de qualquer condenação.
O Senado aprovou ontem projeto que regulamenta o direito de resposta na imprensa para pessoas ou entidades que se sentirem ofendidas pelo conteúdo publicado.
O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e só irá a plenário se houver recurso de ao menos oito senadores. Caso contrário, segue para a Câmara.
O projeto estabelece o prazo de 60 dias para o ofendido pedir a resposta ao veículo de imprensa, contado a partir da publicação da reportagem.
A empresa jornalística tem sete dias para responder. Se recusar o pedido, pode sofrer ação para publicar a resposta, além de pagamento de indenização por danos morais.
O juiz tem 30 dias para tomar decisão. Mesmo com a eventual publicação da resposta, o projeto determina que a ação por danos morais continue a tramitar na Justiça. Não há prazo fixado no projeto para a publicação da resposta pela imprensa.
A Constituição Federal já assegura o direito de resposta em seu artigo 5º, ao determinar que ele deve ser "proporcional ao agravo", com indenização por "dano material, moral ou à imagem". Mas não define regras para a sua aplicação.
A regulamentação do direito de resposta era um dos artigos da Lei de Imprensa, revogada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2009. Desde então, não houve uma nova lei sobre o tema.
O projeto mantém a obrigatoriedade para que a resposta seja gratuita e proporcional à reportagem que gerou a retratação -nos casos em que seu conteúdo tiver atentado contra "honra, intimidade, reputação, conceito, nome, marca ou imagem".
A exceção ao direito de resposta vale para comentários de usuários na internet ou nos demais veículos.
Pelo texto, deve ser concedido o mesmo espaço à resposta da reportagem que resultou no processo, no mesmo veículo e no horário em que foi veiculada.
A ANJ (Associação Nacional de Jornais) não se manifestou e deve divulgar uma nota hoje sobre o tema.
(GABRIELA GUERREIRO)

Rio - O jogo do bicho teria dado R$ 1,1 milhão em propina a agentes da lei. Na sentença da juíza da 6ª vara criminal federal, Ana Paula Vieira de Carvalho — que condenou 23 acusados por envolvimento com a contravenção e também a máfia dos caça-níqueis e bingo — tabelas mostram os pagamentos destinados a policiais civis, militares e federais.

Rio - A barca tradicional Itaipu, que faria o trajeto Paquetá-Praça XV, apresentou problema técnico em um dos motores por volta das 9h desta quinta-feira quando saía da estação Paquetá. Técnicos da concessionária estão na embarcação providenciando os reparos necessários.Os 225 passageiros tiveram que deixar a embarcação e aguardar o catamarã Avatares, que, segundo a concessionária Barcas S/A, é a mais rápida da companhia. Segundo nota divulgada pela empresa, o problema pode ter sido causado pela presença de lixo na Baía de Guanabara. Devido ao incidente, os passageiros só puderam sair da ilha às 10h30 e chegaram à Praça XV com um atraso de cerca de 50 minutos.
Segundo acidente na semana
Na última terça-feira, o catamarã Avatares se envolveu em uma batida com outra embarcação na estação Praça XV. Segundo testemunhas, o catamarã, que chegava de Charitas, bateu na barca Urca, que fazia o desembarque de passageiros. As pessoas ficaram assustadas, mas não houve informações de feridos. Ao todo, 404 passageiros estavam a bordo.
De acordo com o comunicado divulgado nesta quinta-feira pelas Barcas, a Baía de Guanabara recebe cerca de 30 toneladas de lixo flutuante por dia, quantidade que chega a dobrar após os temporais. "O lixo flutuante traz sérios problemas para as embarcações da empresa, que precisam sair de operação constantemente. Para garantir a segurança do serviço das barcas, toda a frota da concessionária passa por manutenções periódicas para a retirada dos detritos acumulados nos dutos de refrigeração ou para a troca de peças danificadas", diz a nota.

RIO - Uma funcionária de uma empresa que presta serviços para a Infraero caiu dentro de um bueiro nos arredores do terminal 1 do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, na madrugada desta quinta-feira. A mulher, que é caixa do estacionamento, foi socorrida por um segurança e atendida por bombeiros do próprio aeroporto. Porém, foi levada ao hospital de táxi.O acidente aconteceu pouco antes da 1h. Daiana Santos de Almeida, de 20 anos, funcionária da empresa VS Parking, estava em seu horário de jantar. Normalmente, ela opera caixas no terminal 1, mas nesta madrugada, foi deslocada para o terminal 2. Em seu período de descanso, ela fez o trajeto entre os terminais e acabou se acidentando próximo ao desembarque.
O bueiro que mede cerca de 1,5m de profundidade estava destampado. Daiana foi retirada do fosso por um segurança que cuida da área externa do terminal. Ela foi atendida por bombeiros que atuam dentro do próprio aeroporto, teve um braço imobilizado, e em seguida encaminhada para o posto médico. Contudo, um de seus supervisores precisou levá-la de táxi para o Hospital de Bonsucesso. Segundo um funcionário da Infraero, a ambulância do aeroporto só pode sair do local em casos em que a vítima corre risco de vida.
De acordo com relatos de funcionários, o bueiro em que Daiana se acidentou fica em um trajeto feito com constância por quem trabalha no aeroporto. Os funcionários contaram que fazem esse percurso porque diminui a distância entre um terminal e outro.
Em um perímetro de menos de 20 metros, a reportagem do GLOBO encontrou pelo menos mais dois bueiros destampados. Cerca de uma hora após o acidente, um funcionário da Infraero colocou um tapume e um cavalete em cima do bueiro em que Daiana caiu.
O problema que levou à queda de Daiana é mais um exemplo dos problemas de infraestrutura do aeroporto. Em janeiro, O GLOBO flagrou elevadores parados e escadas rolantes quebradas, que causavam grande transtorno aos passageiros. Entre os dois terminais, uma esteira não estava funcionando. No terminal 1, duas escadas rolantes também estavam paradas e, numa terceira, funcionários de uma empresa terceirizada faziam trabalhos de manutenção. No mesmo terminal, dois elevadores estavam fora de operação. Lojas 24h estavam fechadas na madrugada, e passageiros não encontravam nem mesmo guichês de locadoras de veículos abertos.
Isso chega a ser surreal, por falta de "pedido" para o procedimento, pacientes que estavam internados por causa de dengue na clínica médica do Hospital Rocha Maia não puderam fazer o exame para ver a evolução da doença.
Gente, é fato comprovado que hoje a cidade do Rio de Janeiro tem a PIOR saúde do Brasil, conforme revelado pelo próprio Governo Federal, isso diretamente comprovou a INCOMPETÊNCIA e a OMISSSÃO do Prefeito Eduardo Paes.O usuário que utiliza o metrô e o trem em passagens integradas pagará 17,85% a mais pelas duas conduções somadas a partir do próximo dia 19. Isso porque as concessionárias SuperVia e MetrôRio decidiram suspender a "promoção" que mantinham, em conjunto, desde 2000. Não serão mais vendidos tíquetes integração. Em vez de R$ 4,20, o passageiro que usar os dois transportes seguidamente, em seus itinerários, pagará o valor cobrado no Bilhete Único estadual: R$ 4,95. Todos os dias, são vendidas 70 mil deslocamentos integrando as duas conduções.
Entre os motivos alegados pelo MetrôRio, está o fato de haver "vulnerabilidade" no sistema de venda de tíquetes de papel no modelo integração. A empresa não explicou que vulnerabilidade seria essa. Entretanto, a tarifa — atualmente de R$ 4,20 — do bilhete criado em 2000 para combater o crescimento dos ônibus na preferência dos usuários também vale em cartões magnéticos do RioCard. Já a SuperVia informou que a adoção do Bilhete Único vai facilitar a obtenção de informações sobre os hábitos dos clientes.
Para um passageiro que usa, duas vezes por dia, o bilhete integração, o custo a mais é considerável. Em 22 dias úteis, os gastos de um trabalhador autônomo com transporte aumentam R$ 33 mensalmente. No caso dos trabalhadores com carteira assinada, os patrões também terão que arcar com um custo maior, já que depositam o montante de passagens, e o funcionário desconta 6% do salário.
A mudança vem sendo mal digerida pelos usuários. O universitário Rogério Figueiredo, de 42 anos, utiliza o serviço do bilhete integração para ir do trabalho, no Estácio, para a faculdade, em Piedade. Isso acontece três vezes por semana. Quando soube que a tarifa de integração acabaria, tomou uma decisão.
— De trem é mais rápido, mas vou passar a utilizar dois ônibus pelo Bilhete Único municipal, pois ficará mais barato. O problema é que, dessa forma, sempre há o perigo de chegar atrasado nas aulas — diz o estudante.