Rádio Blog do Ricardo Gama

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ao vivo no blog a partir das 22:30 horas, participe, mandando idéias e denúncias

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A partir das 22:30 horas estarei ao vivo no blog comentando algumas notícias.

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Polícia investiga ligação entre delegados e o traficanteNem da Favela da Rocinha

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Repropdução da Folha de São Paulo


LinkA Polícia Federal investiga se dois delegados e três advogados planejaram a fuga de Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico da Rocinha (zona sul do Rio).

Os advogados Demóstenes Dantas Cruz, Luiz Carlos Azenha e André Luís da Cruz estavam com Nem quando ele foi preso, no dia 10.

Um dos delegados, Roberto Gomes, da 82ª DP (Maricá), foi chamado ao local pelo trio. O segundo policial tem seu nome mantido sob sigilo, mas a suspeita é que ele seja sócio de Gomes em um escritório de advocacia.

A polícia tenta saber se os advogados trabalhavam para Gomes. A PF suspeita que Nem tinha um abrigo em Maricá à sua espera.

Os policiais acreditam que, até o dia 8, Nem cogitava se entregar, mas desistiu com medo de ser morto. Horas depois, decidiu fugir com a escolta dos advogados.

A comitiva foi interceptada por PMs. Os advogados, então, chamaram Gomes, que tentou levar o carro onde Nem se escondia. Um PM impediu. Quando a Polícia Federal chegou, encontrou Nem no porta-malas.

A Polícia Civil diz que Gomes estava no local para negociar a rendição, mas não se pronuncia sobre a relação dele com os advogados. Azenha e Dantas Cruz foram presos. André Cruz não foi achado para comentar o caso.

Traficantes da Favela Rocinha tinham coletes que resistem a tiros de fuzil

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INACREDITÁVEL !!!

Bandidos no Rio tem proteção para cometer crimes, enquanto os policias não tem proteção para combater o crime, e aí ?

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Reprodução do site R7Link


Os traficantes que integravam a quadrilha de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, nas favelas da Rocinha e do Vidigal contavam com itens de segurança que não são usados sequer pelas polícias civil e militar do Rio de Janeiro.

Desde o início da ocupação, há oito dias, 20 coletes à prova de balas foram apreendidos, além de sete placas de cerâmica. Usadas nos coletes, estas placas são capazes de resistir a tiros de fuzil e são usadas pelas Forças Armadas, que é responsável por autorizar o uso desse equipamento por outros órgãos.

Segundo policiais ouvidos pelo R7, os coletes com placas de cerâmica costumam ser usados pelos chefes do tráfico, principalmente quando eles deixam a favela, geralmente para ir até outra comunidade controlada pela mesma facção criminosa.

Os criminosos da região também costumavam se vestir de policiais. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, 150 camisas policiais, idênticas às usadas por policiais civis e militares foram apreendidas. A polícia também encontrou dez toucas ninja, cintos militares, coldres, usados para colocar as armas na cintura, além de uniformes camuflados.

Ainda de acordo com policiais militares, traficantes costumam usar roupas da polícia durante invasões a favelas controladas por facções rivais. O objetivo é confundir os inimigos, fazendo com que eles pensem que se trata de uma operação da polícia e reduzam o nível de enfrentamento.

Traficante Nem: bando movimentou R$ 2 milhões em dois anos

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Reprodução do jornal O Dia on line



Rio - Investigação de lavagem de dinheiro da quadrilha do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, mostra que o bando movimentou R$ 1,2 milhão nos dois anos em que foi investigado pela Polinter, da Polícia Civil. Entre compra de carros e rendimento de capital social de empresas e pessoas ligadas à Nem, foram mais de R$ 2 milhões, de acordo com processo que corre na 29ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça.

Quatro pessoas foram denunciadas e respondem processo na 29ª Vara Criminal como integrantes do esquema de lavagem de dinheiro do tráfico. Além de Nem, o presidente da Associação de Moradores da Rocinha, Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão; seu irmão, o taxista Telmo de Oliveira Barros; e a sogra de Nem, Maria das Graças de Souza. A mulher do traficante, Danúbia de Souza Rangel, foi investigada e chegou a ser denunciada, com decretação de prisão preventiva, mas numa segunda denúncia, foi excluída.

De acordo com a investigação, 29 contas bancárias do grupo tiveram os sigilos quebrados. Duas empresas de Feijão e Telmo foram investigadas: a V. Barros de Oliveira Comércio de Acessórios para Veículos Ltda e WC Comércio de Gelo Ltda. Uma terceira empresa, que seria da mãe de Danúbia, também teve o sigilo quebrado.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, Feijão usaria suas contas correntes para “branquear” o dinheiro ilícito e para “quitar débitos pessoais de Nem”, como a compra de eletrodomésticos.

Feijão é citado como um dos responsáveis por negociar a rendição da quadrilha de Nem na ocasião da invasão por traficantes do Hotel Intercontinental, em São Conrado, em agosto de 2010.

Feijão, Telmo e Maria das Graças foram procurados pela reportagem, mas não foram encontrados. A advogada que consta no processo como sendo a defensora de Feijão também não foi encontrada no telefone informado no processo.

Movimentação de dinheiro

- Uma das empresas usadas pelo grupo tinha capital social de R$ 20 mil em 2008 e teve rendimento de R$ 344 mil em 2010.

- Movimentação do bando nas 29 contas investigadas: R$ 1, 2 milhão.

- Ano passado, bando comprou por R$ 83.500 caminhão Mercedes Benz

- Um dos investigados, irmão do líder comunitário Feijão, comprou um Ford Ranger XLT, 2011, avaliado em R$ 54.400. Na declaração de Imposto de Renda, o carro não foi informado. Apenas um Honda Civic (financiado).

- Ainda em 2010, a mãe de Danúbia comprou um EcoSport, avaliado em R$ 50.200.


Oficial Max Fernandes dos Santos que teve caso desarquivado por Patrícia Acioli é nomeado subcomandante do 6º BPM

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Reprodução da capa do Extra


Reprodução do Extra on line



O fato de responder a processo por homicídio triplamente qualificado, instaurado pela juíza Patrícia Acioli, não impediu que o tenente-coronel Max Fernandes dos Santos assumisse o posto de subcomandante do 6º BPM (Tijuca). A nomeação do oficial foi publicada em 21 de outubro deste ano, e passou pelo crivo da análise da ficha funcional, exigência estabelecida pelo novo comandante da Polícia Militar, coronel Erir da Costa Filho. Ao assumir, Costa Filho afirmou só nomear para posições de comando policiais "ficha limpa".

Antes de ser indicado para o cargo, o oficial estava à disposição da Diretoria Geral de Pessoal (DGP), também conhecida como "geladeira" no jargão dos oficiais da PM. Ele foi denunciado pelo Ministério Público em 2009, depois que a juíza Patrícia Acioli desarquivou um auto de resistência (morte de suspeito em ação), por suspeita de fraude. O auto era assinado pelo então tenente Max Fernandes e por um cabo.

‘Vontade de matar’

Segundo a denúncia, os dois executaram, "com vontade livre e consciente de matar", Renato Tereza de Medeiros — que teria envolvimento com o tráfico. O crime aconteceu em em 28 de maio de 1998.

O depoimento de um perito revelou que um dos tiros, que atravessou o pulmão direito da vítima, foi dado de cima pra baixo, quando o atirador estava em cima de Renato ou em um plano superior a ele. O rapaz morreu em dois minutos.

Três homens armados

De acordo com os militares, a história é diferente. Segundo o relato, eles estariam numa patrulha quando, ao passar pelo Largo do Salgueiro, em São Gonçalo, ouviram o barulho de fogos de artifício. Ao entrar em uma rua, onde fica um supermercado, os dois avistaram três homens armados. Teria começado, então, uma perseguição ao trio. Renato Tereza ficou para trás e passou a atirar contra os policiais. O então tenente, que colocou meio corpo para fora do carro, e revidou os tiros com disparos de uma submetralhadora. Já o cabo, que conduzia o carro, atirou com uma mão, segundo o volante com a outra. Na troca de tiros, Renato foi baleado. Levado ao Pronto Socorro de São Gonçalo, acabou morrendo.

Uma perícia, feita e fotografada por determinação da juíza Patrícia Aciolli, reconstituiu a versão apresentada pelos PMs. O caso ainda está em andamento e não há uma decisão para saber se os militares serão ou não levados a julgamento.

Resposta da PM

De acordo com a PM, o tenente-coronel Max Fernandes não vai se pronunciar sobre o caso. Procurados, os advogados do oficial e o promotor do MP responsável pelo caso não retornaram às ligações.

Procurada pelo EXTRA, a assessoria da Polícia Militar divulgou nota afirmando que o tenente-coronel Max Fernandes dos Santos não tem anotações disciplinares em sua ficha funcional . Segundo o documento, o auto de resistência, por ser considerado lícito, permite ao policial responder em liberdade ao crime de homicídio e não fica registrado em sua ficha.

A nota diz ainda que, desde que o caso foi desarquivado (há dois anos e meio), o oficial compareceu a uma audiência de instrução e a uma reconstituição. Esta última, de acordo com o documento, teve relatório favorável a Max Fernandes, confirmando sua versão. Veja, abaixo, trechos do documento.

"O processo atual tem apenas uma testemunha, irmã da vítima, que em depoimento concedido no dia 17 de agosto de 2009 na 4ª Vara Criminal, informou em juízo que seu irmão tinha envolvimento com atividade criminosa e que na ocasião entrou em confronto com policiais. Na ocasião, em 1998, o então tenente Max estava trabalhando normalmente como supervisor da área de patrulhamento. O processo continua em andamento. (...) O auto de resistência é excludente de licitude que permite ao agente do Estado responder em liberdade ao crime de homicídio. Por ser crime contra a vida, no entanto, não pode ser investigado e julgado pela Justiça Militar. O auto de resistência, portanto, não entra na ficha disciplinar do policial."

MARACUTAIA: Doadora da campanha de Eduardo Paes ganha contrato de R$ 16 milhões sem licitação

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Reprodução do JB on line


A empresa Nielsen Engenharia, uma das principais doadoras da campanha eleitoral do prefeito Eduardo Paes (PMDB) em 2008, foi contratada pela Secretaria Municipal de Saúde para construção de um hospital na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. No total, o contrato tem o valor de R$ 16,797 milhões. Fundamentada no artigo 4º da Lei das Licitações, a Prefeitura dispensou a licitação do contrato alegando que a obra é emergencial.

Ligações perigosas

Em 2008, a Nielsen Engenharia doou R$ 300 mil para a campanha de Eduardo Paes. A doação da empresa corresponde a 12,5% do total de 2,4 milhões que o prefeito recebeu de empresas. Além da Nielsen, também contribuíram a Construtora OAS (R$ 350 mil) e a Multiplan Empreendimentos Imobiliários (R$ 300 mil).

Passado polêmico

No mês passado, a prefeitura pagou R$ 20 milhões por um terreno da empresa Tibouchina Empreendimentos, cujos donos contribuíram com R$ 245 mil para a campanha eleitoral de Eduardo Paes. A compra foi cancelada após a divulgação da negociação.

Policial da DAS é baleado durante perseguição no Centro após sequestro

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Reprodução do jornal O Globo on line


RIO - Um policial civil da Delegacia Antissequestro (DAS) identificado como inspetor Guerra foi baleado no ombro esquerdo durante uma ação ocorrida por volta das 21h30m desta segunda-feira, na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Visconde de Inhaúma, no Centro. O agente foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, também no Centro, e liberado em seguida. A delegacia foi acionada para agir no caso de um sequestro-relâmpago.

De acordo com a polícia, uma mulher que não teve a identidade divulgada saía da Praia de Ipanema, por volta das 18h30m, quando foi abordada por quatro homens armados e obrigada a entrar em seu carro, um Nissan Livina cinza. Por volta das 20h, o ex-marido, que pediu para não ser identificado, conta que a família acionou a DAS.

- Ligamos para o pessoal antisequestro, foi tudo resolvido de forma rápida. Ela disse que estava sob poder de bandidos, que foi sequestrada na Praia de Ipanema, e que levaram ela para o centro da cidade, onde foi feito o cerco. Na hora a gente fica tao nervoso, mas foi um bom trabalho que eles fizeram - afirmou.

Os agentes foram ao local marcado, entre a Avenida Rio Branco e a Rua Visconde de Inhaúma, deixaram a quantia de R$ 2 mil em frente a uma kombi, mas a mulher não foi liberada, e iniciou-se uma perseguição. De acordo a DAS, apenas os bandidos atiraram contra os policiais, e um deles foi atingido. Os sequestradores deram ré no carro até a Avenida Presidente Vargas, deixaram o veículo na Rua da Alfândega e fugiram a pé. A vítima do sequestro-relâmpago foi levada para prestar depoimento na DAS, onde o caso foi registrado.


DESCASO: Emergência pediátrica no hospital Getúlio Vargas fecha e gera transtornos em Niterói

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Hospital Getúlio Vargas Filho

Reprodução do site R7




A emergência da unidade, tida como referência no atendimento a crianças, fechou as portas na última semana. Os pacientes são encaminhados para a UPA do Fonseca, onde a reclamação é de falta de médicos.


Charles Paraventi é transferido para presídio em Água Santa

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Reprodução do Globo on line




RIO - O ator Charles Paraventi, de 42 anos, foi transferido nesta segunda-feira para o presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte da cidade. Ele estava detido na Polinter do Grajaú. Charles foi preso na noite de sexta-feira por suspeita de ter agredido a ex-mulher Nayara Carla Leite, com quem vive em um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

A ocorrência foi encaminhada para 13ª DP (Ipanema), que repassou o caso para a Delegacia de Atendimento à Mulher, Deam (Centro). Como a Deam só registra flagrantes até as 18h, a ocorrência foi parar na 5ª DP (Mem de Sá). Segundo a Polícia Civil, Paraventi e a ex-mulher chegaram à 5ª DP por volta das 20h de sexta-feira. Nayara foi então encaminhada para exame de corpo de delito, que identificou a lesão corporal.

O ator teria agredido a ex-mulher com um tapa no rosto e foi enquadrado na Lei Maria da Penha sob acusação de lesão corporal e injúria contra a ex-companheira. Paraventi alegou que não tinha dinheiro para pagar a fiança estipulada.

Em 2006, Paraventi foi detido duas vezes pela polícia por porte de entorpecentes. Em um dos casos, ele foi preso quando saía da favela da Rocinha, em São Conrado com três trouxinhas de maconha. Na ocasião, o ator tentou subornar policiais do 23º BPM (Leblon), oferecendo R$20 mil, além do carro em que estava, uma Parati. Por causa disso, acabou sendo autuado por corrupção ativa.

No dia 6 de maio de 2004, ele se envolveu em uma briga com o estudante de psicologia Wagner Rennó, numa pizzaria de Ipanema. O caso foi parar na 14ª DP (Leblon). O ator comentou na época que a situação não passava de um mal entendido. Ele disse que confundiu Wagner com um amigo seu e cumprimentou-o, levantando as sobrancelhas. O rapaz estranhou o gesto e acreditou que estava sendo assediado. Ele teria perguntado ao ator sobre o porquê de estar sendo encarado. Quando o estudante deixou a pizzaria, a confusão recomeçou e se transformou em uma briga no meio da rua.

Atualmente, o ator está em cartaz com a peça "Os Capangas", no Teatro Miguel Falabela, na Zona Norte do Rio. Em 2011, ele também atuou no filme "De Pernas pro Ar", estrelado por Ingrid Guimarães e Maria Paula. Seu personagem, Raul, é um estranho tipo pelo qual a personagem de Maria Paula é apaixonada.


Policial leva bronca de detido em operação contra fraude no metrô

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Reprodução do jornal O Dia on line



Rio - Motivados pela rentabilidade do negócio, integrantes da quadrilha que fraudava o bilhete Integração Expresso do metrô, pareciam não acreditar que estavam sendo detidos nesta segunda-feira. No Largo do Machado, um dos vendedores identificado como Carlos Eduardo dos Santos, 46, chegou a dar uma bronca num policial ao receber voz de prisão.

Ao ser abordado pelo agente, que lhe mostrou o distintivo, o acusado pensou se tratar de uma “carteirada” para furar a fila e comprar o bilhete e mandou que ele esperasse a sua vez. Só ao receber voz de prisão do inspetor, o homem percebeu do que se tratava.

A fraude do bilhete Integração Expresso garantia aos atravessadores lucro de até R$ 1 por cada vale negociado. Funcionários das empresas que facilitavam o acesso aos passes faturavam outros R$ 0,50 por venda realizada.

Todo mês é emitido um milhão de tíquetes, mas ainda não há estimativa de quantos eram comercializados no mercado paralelo.

Prisões após denúncias de O DIA

Cinco integrantes de quadrilha especializada em comercializar bilhetes de integração Metrô-ônibus Expresso desviados foram detidos nesta segunda-feira em operação da Delegacia de Defraudações nas proximidades de quatro estações do metrô. A ação policial foi desencadeada após denúncia feita com exclusividade por O DIA, mostrando como funciona o esquema, que envolve rodoviários e atravessadores do benefício.

A operação ‘Nos trilhos da Lei’ foi deflagrada, pela manhã, quando passageiros formavam filas para comprar os bilhetes desviados. Ao todo, 236 passagens da integração e R$ 1.200 em dinheiro foram apreendidos.

Os bilhetes permitem embarque nos dois modais com desconto: em vez de custar R$ 5,60, a integração sai a R$ 4. Os rodoviários completavam com R$ 1,50 passagens regulares (R$ 2,50) pagas por passageiros que não utilizavam o benefício. Por R$ 2 vendiam os tíquetes aos atravessadores que, por sua vez, os repassavam por R$ 2,80 e R$ 3 para usuários do metrô.

Risco ao benefício

Os detidos foram surpreendidos ontem nos acessos às estações de metrô de Botafogo, Saens Peña, São Francisco Xavier e Largo do Machado. De acordo com o titular da Defraudações, delegado Gabriel Ferrando, eles serão indiciados por receptação qualificada, cuja pena varia de 3 a 8 anos de prisão. Ferrando disse que, além de prejudicar as empresas, a fraude põe em risco a existência do benefício.