Vistorias agendadas foram CANCELADAS sem maiores explicações, percebe-se também o total despreparo dos atendentes com os motoristas.
Parabéns a você cidadão, que outros sigam o seu exemplo.
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A convite da prefeitura do Rio, o chinês Sha Zukang, secretário-geral da ONU para a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável), visitou o morro da Babilônia, no Leme, zona sul, mas não conheceu o lixão da favela.O lixão da Babilônia fica justamente em uma encosta. Há de tudo ali. De geladeiras escangalhadas a resto de comida, de fraldas usadas a garrafas PET. É preciso andar bastante e atravessar um muro parcialmente derrubado para chegar ao lixão, que fica em uma encosta lateral, no alto. Turistas que visitam a favela ignoram o problema.
"A prefeitura promete ações pontuais. Não existe um projeto de sustentabilidade", afirma Sebastian Archer, da ONG SOS Leme. "Que empresa vai instalar os painéis solares? Isso não está na licitação", questiona. Segundo ele, até mesmo a anunciada remoção de 90 casas construídas em Área de Proteção Ambiental (APA), no topo do morro, com realocação das famílias em novas moradias, é resultado de uma demanda judicial, e não uma iniciativa do Executivo. "Há lixões escondidos. Isso vira um risco para quem mora em cima do morro e lá embaixo", afirma, apontando para áreas que sofreram deslizamentos de terra.
Drenagem. A prefeitura já admite que não será possível fazer tudo o que promete até o início da conferência internacional. De acordo com o secretário de Habitação, Jorge Bittar, "60% a 70% das obras estarão concluídas".
PARA ENTENDER
Reunião aborda economia verde
A conferência Rio+ 20, que será realizada de 4 a 6 de junho de 2012, marca os 20 anos da Eco-92. Nessa famosa reunião foram criadas as convenções da biodiversidade e de mudanças climáticas e também foi elaborada a Agenda 21.

RIO - Quem passa sobre os viadutos da cidade não corre o risco de cair. Já quem transita embaixo dessas grandes estruturas, que sofrem com a falta de manutenção, não pode ter a mesma segurança. Uma vistoria feita pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea-RJ) com O GLOBO em sete viadutos constatou que em todos eles, por causa da má conservação, embora não haja perigo de desabamento, fragmentos de concreto podem se soltar, atingindo pedestres ou veículos embaixo. Na avaliação do Crea, o problema existe em várias partes da cidade. O caso mais alarmante é o do viaduto que sai da Avenida Pastor Martin Luther King Jr, em Del Castilho, e passa sobre a Linha Amarela. Sua mureta lateral, com a estrutura de metal aparente, está tão deteriorada que já perdeu vários pedaços de concreto. Com a mão, é possível puxar alguns.
- Um pedaço desses que cair sobre um veículo em alta velocidade é como um tiro. No ano passado, um carro foi atingido por uma pedra na Avenida Brasil e foi um estrago. O caso aqui em Del Castilho é mais do que de falta de manutenção. É de abandono mesmo - disse Antonio Eulalio, engenheiro civil especialista em grandes estruturas e conselheiro do Crea. - Esse viaduto tem 38 anos. Fez parte de um pacote de obras do qual fui coordenador. Não houve manutenção até hoje.

RIO - Dez dias depois de perfurarem o carro blindado da Polícia Militar, durante operação no Complexo da Maré, com tiros de fuzil, traficantes voltaram a colocar em xeque o poder de blindagem dos caveirões. Policiais do 27º BPM (Santa Cruz) que faziam na terça-feira uma operação na Favela do Rola, em Santa Cruz, para a retirada de barricadas e repressão ao tráfico de drogas, foram recebidos a tiros pelos bandidos. Vários disparos atingiram a lataria do blindado. Além de dois pneus destruídos, um tiro atravessou o vidro lateral e foi parar na parte interna do veículo. O cabo Cláudio Alves Erly, que estava do lado de fora do caveirão, foi atingido por um tiro de fuzil no ombro. Ele foi levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Foram apreendidos três quilos de maconha. Um moto roubada foi recuperada.
No último dia 5, policiais do 22 BPM (Maré) foram surpreendidos por traficantes na Nova Holanda. O sargento Julio Cesar Sarmento, que estava no blindado, foi atingido no abdômen. Em nota, a assessoria da PM negou que o tiro tivesse atravessado o veículo e alegou que somente os pneus foram avariados.
RIO - A polícia investiga a morte de um rapaz de 19 anos, baleado nas costas durante uma ação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na madrugada de domingo. As versões da PM e da família do jovem são conflitantes. Para os militares, ele teria ligação com o tráfico. A família diz que o jovem morava na comunidade, não usava armas nem drogas e era funcionário de um supermercado. Esta foi a primeira morte violenta na comunidade após a implantação da UPP, em 23 de dezembro de 2009.
A vítima estaria com a namorada, grávida de 8 meses, quando teria saído para comprar um lanche e foi atingido pelas costas, segundo a família. Os disparos teriam sido feitos por policiais da UPP.
A Secretaria de Segurança informa que o rapaz estava acompanhado de dois homens em atitude suspeita. Policiais da UPP dizem ter encontrado com ele uma pistola e 63 sacolés de cocaína. A família da vítima fez registro de ocorrência na 12 DP (Copacabana) . Eles levaram documentos que comprovam que o rapaz era trabalhador.



Rio - Há quase um mês, moradores da Favela de Parada de Lucas, às margens da Avenida Brasil, tiveram seu direito de ir e vir cerceado por traficantes que controlam as bocas de fumo da região. Literalmente. Por ordem do homem que “manda” na comunidade e na vizinha Vigário Geral, Ronaldo Rocha Dias da Silva, o Tião, portões de ferro foram instalados em alguns acessos à favela. A denúncia feita por moradores foi comprovada no início da tarde de ontem, quando uma equipe de O DIA esteve no local.
Só quem paga R$ 10 por uma chave consegue passar pelo portão. O obstáculo principal fica a menos de 300 metros de um posto do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), num acesso da Avenida Brasil. “Quem quis continuar entrando por ali teve de comprar a chave. Para quem não quis, o jeito é dar a volta por outra entrada”, explica, indignado, um senhor que mora na comunidade há mais de duas décadas. O objetivo dos criminosos seria dificultar a entrada rápida da polícia na comunidade. Pelo relato de que quem vive em Lucas, todo o dinheiro arrecadado com a compra das chaves vai para as mãos de Tião. Outro traficante que faria parte desse esquema de cobrança, segundo moradores, é conhecido como Álvaro Peixão. “Imagine eu ter que comprar uma chave para cada pessoa daqui de casa. Vou gastar quanto?”, reclama uma dona de casa, onde moram seis pessoas. O portão flagrado pela reportagem fica no acesso pela Rua Rubro-Negro, a última entrada antes do viaduto da Avenida Brasil. Ainda de acordo com relatos de moradores, algumas casas daquela região da comunidade foram invadidas por traficantes, que passaram a usá-las como esconderijo e depósito de drogas e armas.
Desfile de traficantes armados
Imagens mostraram o arsenal de criminosos das favelas de Parada de Lucas, Serrinha (Madureira), Coreia (Senador Camará) e Vila Aliança (Bangu). Novas fotos de Lucas obtidas por O DIA — feitas entre o fim do ano passado e fevereiro deste ano — mostram mais traficantes à vontade na favela. Uma das imagens mais desafiadoras é a de um traficante que fuma maconha dentro de um carro vermelho, exibindo um fuzil com luneta a tiracolo. Vários outros criminosos aparecem com armas poderosas e um deles prepara um cigarro da droga. FUZIS APONTADOS PARA A AV. BRASIL Outra imagem que revela mais desse poder desafiador do tráfico é a de criminosos fazendo a segurança da comunidade, apontando seus fuzis de grosso calibre para uma das principais entradas de Parada de Lucas. Um bandido mira na direção da Avenida Brasil, de uma rua próxima de onde um dos portões foi erguido.

“Usar esse acesso é horrível. Além do portão, há diversos quebra-molas colocados pelo tráfico para impedir a entrada rápida da polícia que destroem o carro de qualquer um”, reclama um morador.
Desde novembro, quando o então chefe do tráfico José Carlos Lopes, o Chope, foi morto, Ronaldo Rocha Dias da Silva, o Tiãozinho, assumiu o controle da favela. Sua faceta cruel, na verdade, não é novidade para os moradores da região.
No fim de 2009, ele foi um dos traficantes que expulsaram a família do pastor Odilon Calixto da Cunha da vizinha Vigário Geral, acusando-o de passar informações à polícia. Tião, de 30 anos, tem quatro anotações em sua ficha criminal e um mandado de prisão por tráfico.