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Apontado como um dos principais especialistas em armas no Brasil, o delegado Carlos Antônio Oliveira ocupou durante anos posição de destaque dentro da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Desde esta sexta-feira (11), porém, ele está sendo procurado pela Polícia Federal e é considerado um foragido da Justiça.
Oliveira é um dos indiciados na operação Guilhotina, deflagrada nesta sexta-feira (11) pela PF (Polícia Federal) e o Ministério Público Estadual, que já resultou na prisão de 30 pessoas, a maioria PMs e policiais civis, suspeitos de vazamento de operações, apropriação indébita de bens de criminosos e moradores e venda de armas a bandidos, além da ligação com milícias.
Sobre Oliveira, as investigações indicam que ele teria ligação com o vazamento de informações sobre operações policiais, da apropriação e partilha de bens apreendidos em operações, além de negociação com traficantes. O delegado é citado como "Doutor Oliveira" em várias interceptações telefônicas feitas durante as investigações.
Em 2001, Oliveira tornou-se o primeiro titular da recém-criada Drae (Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos). Após deixar a Drae, no início do governo de Sérgio Cabral (PMDB), em 2007, Oliveira virou subchefe operacional da Polícia Civil e o braço-direito do chefe da instituição, delegado Allan Turnowski.
Neste período, ficou à frente das operações para a apreensão de máquinas caça-níqueis e estava encarregado da integração com a Secretaria de Segurança Pública, para planejar grandes eventos como o carnaval, a Copa do Mundo de 2014 e montar o esquema de segurança para as Olimpíadas.
Sem muitas explicações, Oliveira foi afastado do cargo em outubro do ano passado quando foram anunciadas mudanças na cúpula da instituição. Após isso, o delegado foi nomeado subsecretário de operações da Secretaria Especial de Ordem Pública (Sepo) da Prefeitura. Nesta sexta, com o mandado de prisão contra ele, a Prefeitura já anunciou que ele será exonerado do cargo.
O delegado era frequentemente requisitado para participar de cursos, seminários e eventos nacionais e internacionais como instrutor e palestrante sobre tráfico de armas, munições e artefatos.
Por ser funcionário público (delegado da Polícia Civil), Carlos Oliveira perderá o emprego caso não se apresente à polícia em 30 dias.
- Acredito que ele vá se apresentar em breve - disse o promotor Homero Freitas.
Policiais que participam da megaoperação deflagrada nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (11) no Rio de Janeiro cobram esclarecimentos do chefe da Polícia Civil no Estado, Allan Turnowski, segundo informações passadas à equipe de reportagem da Rede Record que acompanha os trabalhos. Batizada de Guilhotina, a ação tem como alvo uma quadrilha formada por policiais civis e militares suspeitos de tráfico de drogas e armas e ligações com a máfia do jogo...mais clique aqui
Os policiais indiciados na megaoperação deflagrada na manhã desta sexta-feira (11) também são suspeitos de se apropriar de bens de moradores do complexo do Alemão durante a ocupação do conjunto de favelas em novembro do ano passado.
A operação Guilhotina prendeu 16 policiais militares e seis civis, além de outros seis suspeitos após uma investigação conjunta entre a Polícia Federal, a Secretaria de Segurança Pública do Rio e o Ministério Público.Segundo o promotor do Ministério Público Homero Freitas, além de se apropriar de armas, dinheiro e drogas obtidas em operações para revendê-las a criminosos, eles também roubaram bens de moradores do Alemão durante revistas às casas da comunidade.
Na época da ocupação, moradores denunciaram que policiais, militares e homens encapuzados e sem identificação entraram nas residências e saquearam bens dos moradores. Cerca de cem denúncias foram recebidas pela Defensoria Pública, que instalou um posto móvel para receber informações de abusos cometidos por policiais.
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A Polícia Federal questionou ontem, durante depoimento, o chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, sobre se ele recebeu propina de policiais envolvidos com traficantes.


O delegado da Polícia Federal Angelo Gióia diz que o delegado Carlos Alberto Oliveira não é o "chefe do grupo".


