Tomara que não, termos o Deputado Paulo Melo como presidente da ALERJ seria uma verdadeira desgraça.
A conferir, e torcer.
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RIO - A procuradora regional do Trabalho Ana Luíza Fabero bateu num ônibus e atropelou uma empregada doméstica ao entrar pela contramão na Rua Paul Redfern, esquina com a Rua Prudente de Moraes, em Ipanema, no início da noite desta segunda-feira. A vítima, Lucimar Andrade Ribeiro, de 27 anos, foi imprensada contra uma árvore e levada por amigos para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. De acordo com testemunhas e PMs que estiveram no local do acidente, Ana Luiza apresentava sinais de embriaguez, dificuldade de equilíbrio e fala enrolada. Ela dirigia seu Honda Civic na faixa central da Prudente de Moraes e fechou o ônibus da linha 123 (Jardim de Alah-Praça Mauá), que estava na faixa da direita, ao entrar na Paul Redfern pela contramão. O motorista do coletivo não conseguiu frear a tempo e bateu na traseira do Honda. Ana Luiza perdeu o controle do carro e atingiu a pedestre, que havia acabado de sair do trabalho e estava indo para casa com o irmão e dois amigos. Ao imprensar a vítima na árvore, a procuradora ficou imóvel dentro do carro, aparentando estar em choque.
- Um rapaz teve que pedir a ela para abrir o vidro e, pela janela, desativar o freio de mão, que mantinha o carro imprensando a Lucimar - contou o auxiliar de serviços gerais Clenilson dos Santos, que estava com a vítima na hora do acidente.
Segundo ele, Lucimar sofreu uma fratura no nariz e estava com fortes dores no tórax.
Dono de um restaurante na Paul Redfern, Paulo Mendonça Junior disse ter sentido forte cheiro de álcool quando tentou falar com a procuradora:
- Ela saiu do carro cambaleando. Quem deveria dar o exemplo faz coisas como esta. Vim à delegacia para contribuir, para que ela não seja mais uma a ficar impune.

RIO - O futuro presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB), disse que vai pedir ajuda ao Instituto dos Arquitetos do Brasil para promover um concurso público para projetar o novo prédio da Alerj. Segundo Melo, o prédio anexo da Alerj, foi adaptado nas instalações do antigo Ministério da Aviação e não é projetado para abrigar gabinetes de deputados. - O que a Alerj gasta com a manutenção de um prédio inadequado para seu funcionamento é um absurdo. O que se gasta em três anos é suficiente para se construir um novo prédio ou se reformar o atual - disse o deputado.
Paulo Melo afirmou também que pretende valorizar o trabalho das comissões da Alerj, para para isso é necessário mudar as instalações do prédio anexo. Ele também planeja ampliar o atendimento aos prefeitos do interior do estado com o objetivo de facilitar o acesso deles ao Executivo.
- Os prefeitos terão as portas abertas na presidência da Alerj 24 horas por dia - prometeu.
Melo assume a presidência da Alerj em fevereiro e, em 2013, passa a cadeira para o deputado Domingos Brazão (PMDB). A dobradinha é resultado de um acordo para evitar um racha na base aliada, já que um terço dos 70 deputados estavam dispostos a votar contra Melo, preferido do governador Sérgio Cabral na disputa.
RIO - A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio investiga pelo menos dois assassinatos ocorridos que seriam represálias do tráfico de drogas na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio, mesmo após a ocupação do conjunto de favelas pela Força de Pacificação, composta por paraquedistas do Exército e policiais militares. Documentos confidenciais do Centro de Inteligência do Exército (CIE) também apontam que o tráfico de drogas voltou ao Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. A forma de atuação dos traficantes mudou, mas na Favela da Galinha um relatório aponta que homens armados mantêm uma boca-de-fumo itinerante no local. Para evitar prisões, o tráfico conta com alguns moto taxistas, que trabalham como olheiros. O documento do Exército aponta que em algumas bocas o usuário tem que dizer a senha ("onde estão os amigos?") para comprar entorpecentes.
Um dos assassinatos investigados pela DH é do morador José Antônio de Souza, de 61 anos. O corpo dele foi encontrado no dia 1º de janeiro com várias marcas de tiros na Estrada José Rucas, na entrada da Vila Cruzeiro. No dia 26 de dezembro, a moradora Maria dos Santos, de 47 anos, foi morta a pauladas por ter saqueado a casa de um traficante na mesma favela. "Estamos ainda em fase de investigação. Nosso objetivo é identificar os autores destes crimes", confirmou o delegado titular da DH, Felipe Ettore. "A parte baixa está ótima, mas na parte alta da favela alguns moradores contaram que houveram estas cobranças do tráfico", contou um morador da Vila Cruzeiro.
Os relatórios do Exército mostram que o tráfico voltou em várias localidades do conjunto de favelas. Um informe aponta que uma boca de fumo funciona atrás do depósito de uma loja de eletrodomésticos na localidade conhecida como Skol, na Favela da Fazendinha. Na mesma favela, nas localidades conhecidas como "Casinhas" e "Campo do Seu Zé", os traficantes também instalaram bocas de fumo. Recentemente, outro informe apontava que homens em um Corolla preto monitoravam o posicionamento dos homens do Exército.
Uma preocupação Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista é com o ânimo da tropa. Alguns soldados estão trabalhando há 40 dias na ocupação do Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro. As instalações para as tropas também estão precárias. Na melhor delas, instalada em uma sala da estação do teleférico no Morro do Adeus, a base se resume a vários colchões espalhados no chão e cópias de fotos de traficantes do Complexo do Alemão procurados coladas na parede. Não há local próprio para refeições e apenas garrafas de água estão à disposição dos militares.
Invasão. Com blindados e homens dos fuzileiros navais, a polícia invadiu o Complexo do Alemão no dia 28 de novembro. Três dias antes, foi transmitida pela televisão a fuga de 200 homens da Vila Cruzeiro para a Favela da Grota, Complexo do Alemão pela trilha da Serra da Misericórdia, que liga os dois conjuntos de favelas, após a ocupação das favelas da Penha pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Após a divulgação das imagens, 180 homens da Polícia Civil e da Polícia Federal, 190 policiais militares e 800 homens da do Exército cercaram o Alemão. A determinação da participação do Exército na operação foi do então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.