Rádio Blog do Ricardo Gama

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

TJ dá "palpite": polícia deve investigar flores enviadas ao enterro de traficante Marcelinho Niterói

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O que me espanta é o Presidente do TJ dando "palpites" na segurança pública, o que poderá no futuro causar-lhe impedimento no julgamento desses eventuais processos.

A iniciativa de investigar a coroa das flores e outros crimes deveria partir da cúpula da Polícia Civil, ou não ?

Mas pelo visto a Polícia Civil e a PF já mandaram o Presidente do TJ ficar no lugar dele, ou seja, nada será investigado, uma decisão que também é muito estranha, pois, o certo ainda que de forma sigilosa, seria saber quem são as pessoas ligadas ao Beira-Maur, certo ?

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Reprodução do jornal O Globo on line


RIO - O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, disse na quinta-feira ao GLOBO que a polícia deve abrir uma investigação para identificar quem enviou uma coroa de flores para o velório de Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, morto em confronto com policiais na terça-feira à noite . A homenagem era atribuída a Luiz Fernando, possivelmente Fernandinho Beira-Mar, de quem o bandido seria o braço direito. Um dos mais perigosos traficantes do país, Beira-Mar foi levado para isolamento fora do estado, na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O desembargador destacou que, mesmo que não tenha sido Beira-Mar, a pessoa que teve a ideia ousada é "evidentemente ligada à quadrilha".

- É pouco provável que tenha sido Beira-Mar, já que ele está num presídio de segurança máxima. Mas nada impede que alguém da quadrilha, sabendo da ligação dele com o tal Marcelinho Niterói, tenha tomado a iniciativa de enviar as flores. Essa pessoa pode ser identificada de várias formas, inclusive através de exames grafotécnicos. Ela se expôs muito, não calculou o risco que corria e evidentemente integra a quadrilha do traficante. É uma questão para a polícia investigar - disse Rebêlo dos Santos.

O presidente do TJ elogiou e classificou de "cirúrgico" o trabalho da polícia que resultou na morte de Marcelinho Niterói na favela Parque União, no Complexo da Maré. Mas afirmou que, se for necessário, poderá sugerir formalmente ao secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a abertura de uma investigação para se desvendar a origem da coroa de flores.

Por meio de sua assessoria, a Secretaria estadual de Segurança disse que não se pronunciaria sobre o caso. Já o Ministério da Justiça, ao qual estão subordinados os presídios federais, afirmou que não seria aberta qualquer sindicância para verificar se houve falha no isolamento imposto a Beira-Mar. O ministério não informou se o traficante está em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) que estabelece restrições mais rígidas, no que diz respeito a visitas e à comunicação dos detentos. Um sistema permite que presos de penitenciárias federais, como a de Mossoró, falem com parentes por videoconferência.


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