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Umas das formas de se combater o crime e a violência é acabar com a impunidade, em outras palavras, o vagabundo que cometer um crime sabe que pagará por ele.
Mas no Rio de Janeiro isso não acontece, aqui o bandido tem a certeza da impunidade, pesquisa inédita revela que apenas 8% dos assassinatos, e 3% de roubos resultam em punição do estado.
Por isso que eu digo, que as UPP's do Governo Sérgio Cabral são uma farsa, não resolvem o problema da violência como ele diz, e a imprensa banca, conforme comprovado agora com essa pesquisa.
E aí Sr. Sérgio Cabral o que V.Exa. tem a dizer sobre essa pesquisa ?
Reprodução do jornal O Globo on line, clique aqui e leia na íntegra.A pequena eficiência da polícia e o grande número de registros de roubos e homicídios são fatores que podem explicar o grau de impunidade no Estado do Rio. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa inédita dos sociólogos Ignácio Cano e Thais Lemos Duarte, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Depois de analisarem centenas de registros de ocorrência de roubos (mais de 900 mil) e homicídios (mais de 46 mil) feitos, entre 2000 e 2007, nas delegacias do estado, eles foram à Justiça buscar os resultados. E encontraram: menos de 8% dos homicídios (dolosos, quando há intenção de matar) e de 3% dos roubos resultaram em sanção penal para os autores.
"Em outras palavras, mais de 92% dos homicídios e mais de 97% dos roubos permaneceram impunes. Essas altas taxas de impunidade comprometem seriamente a capacidade do estado para identificar, processar e punir os criminosos e, como consequência, para fornecer segurança aos cidadãos" - afirma Ignácio Cano.
De quatro assaltos, vítima só registrou um
Durante a pesquisa, coordenada pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes, com financiamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), os dois sociólogos identificaram fatores associados a uma maior ou menor probabilidade de esclarecimento dos crimes e de punição. Segundo Cano, de uma maneira geral, os dados descobertos pelo estudo parecem apontar para "o fato de que os crimes cometidos contra mulheres e os ocorridos na rua apresentam maiores chances de ficar impunes".