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Esse tiroteio da Favela da Rocinha a cada dia que passa se comprova mais as ligaçõees do Governo do Rio com o tráfico da Favela da Rocinha.O próprio candidato Fernando Gabeira já denunciou isso (clique e veja), e o pior Sérgio Cabral se calou diante das denúncias (clique e veja).Os absurdos são tantos, que após uma grave denúncia de suborno do traficante Nem, o govermo se nega a investigar (clique aqui e veja).Outra afronta a lei, foi ter se permitido que um cidadão, vulgo Feijão, ligado ao traficante Nem ter negociado a rendição dos reféns, agora se descobre que Feijão fez muito mais do que isso, ele teve autorização do Governo Sérgio Cabral de recolher pertences dos traficantes, as jóias e etc, e saiu tranquilamete com um saco cheio, o que mais não teria nesse "saco" ???Meus amigos, só não vê quem não quer, isso é caso de uma CPI, sei lá, na minha opinião, quem deveria assumir as investigações deveria ser a Polícia Federal !!!
Isso é uma vergonha !

RIO - O líder comunitário da Rocinha que participou das negociações para a liberação de reféns no Hotel Intercontinental, em São Conrado , no último sábado, recolheu as joias dos bandidos presos para evitar a apreensão pela polícia. Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, admitiu nesta quinta-feira, na 15ª DP (Gávea), ter ficado com "as peças de ouro" a pedido dos dez traficantes que, em seguida, aceitaram se entregar aos policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A PM divulgou uma nota explicando por que o Bope deixou Feijão entrar no hotel e sair de lá com as joias: "O Batalhão de Operações Policiais Especiais realizava uma negociação para libertar do jugo de narcotraficantes fortemente armados e inconsequentes trinta e cinco reféns. (...) Se o Bope permitiu que o cidadão citado saísse com objetos pessoais dos bandidos, foi porque, em meio à crise, entre cuidar da vida dos reféns inocentes e cuidar de pertences dos delinquentes, o Bope focou sua atuação na busca da preservação da vida".
À tarde, antes de deixar a delegacia, Feijão se comprometeu a voltar com as joias. Em vez disso, enviou objetos não revelados pela polícia dentro de um saco plástico preto.
A delegada Bárbara Lomba disse que não vai aceitar os objetos entregues dessa forma. Segundo ela, será necessário que Feijão vá à delegacia para fazer a entrega oficialmente. O líder comunitário responde a inquérito por associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.
O líder comunitário chegou à delegacia na tarde desta quinta-feira na garupa de uma motocicleta Honda CB 600cc amarela, placa LPD-1602. Ele disse ter sido aquela a moto que foi buscar em São Conrado no dia do tiroteio, e não a que aparece nas imagens divulgadas por moradores. A moto foi apreendida pela polícia para ser periciada.
Inicialmente, Feijão havia admitido ter ficado apenas com um relógio de ouro, que seria de Ítalo de Jesus Campos, o Perninha, apontado como o chefe da invasão ao Hotel Intercontinental, após intensa troca de tiros com policiais. Quinta-feira, no entanto, o líder comunitário voltou atrás e informou à delegada ter ficado com outras joias usadas pelos integrantes da quadrilha. Feijão não especificou que peças eram e afirmou que o material estava guardado na Associação de Moradores da Rocinha.
As joias usadas pelos bandidos não foram os únicos objetos de valor entregues a terceiros antes de o bando se render. Em depoimento formal, uma das testemunhas mantidas como reféns afirmou ter presenciado o momento em que Perninha entregou cerca de R$ 8 mil a um funcionário do hotel que mora na Rocinha.
Segundo o relato, o traficante perguntou aos reféns mantidos na cozinha do hotel se alguns deles morava na comunidade. O grupo, formado por 35 pessoas, se manteve em silêncio. Um dos bandidos, contudo, teria reconhecido dois reféns como moradores da favela.
Um deles, então, recebeu de Perninha a incumbência de sair com a quantia do hotel e entregá-la a um traficante da Rocinha. Antes de entregar o pacote, o bandido frisou haver R$ 8 mil ali. A testemunha não soube informar a procedência do dinheiro, que não foi citada pelo traficante. O funcionário encarregado de levar a quantia, segundo a testemunha, saiu do hotel antes do fim das negociações do grupo com os PMs.