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Sérgio Cabral acabou se enforcando com a própria corda.
Vejam a coluna escrita pelo Sebastião Nery onde retrata muito bem a montagem acima.
Reprodução do site do partido Verde, da coluna escrita pelo jornalista Sebastião Nery. 
Cabral
O governador do Rio, Sérgio Cabral, não é macaco, nem joga futebol. Mas deu uma de “Macaco Adalardo”. De repente achou que era dono de Lula e de Dilma, sua candidata.
Qualquer decisão dos dois, no Rio, teria que ser antes discutida e autorizada por ele. No Rio, ele tinha que ser o candidato exclusivo de todos os que apóiam Lula e Dilma.
Lindenberg, o “Lindinho” de Nova Iguaçu, lançou-se candidato a governador pelo PT.
Cabral tanto chorou que Lula e Dilma obrigaram Lindenberg a retirar a candidatura a governador e disputar o Senado, se na convenção conseguir passar sobre o cadáver prioritário da Benedita.
Como o PT é propriedade de Lula, Lindenberg teve que submeter-se.
Garotinho
Mas no armário de Serginho havia um fantasma trancado a sete chaves, que ele imaginava morto: o ex-governador Anthony Garotinho.
Foi uma das punhaladas mais chocantes da história da política do Rio.
Cabral não tinha votos no interior para compensar sua fragilidade na capital. A governadora Rosinha, apesar da brutal e impiedosa campanha dos insaciáveis jornal Globo e TV Globo, tinha o apoio de mais de 80 dos 90 prefeitos do Estado. E levou todos a decidirem a eleição de Cabral.
A natureza de Cabral não falhou. No dia seguinte à proclamação da sua vitória na eleição, deu uma surpreendente e violenta entrevista rompendo com o casal Garotinho, dizendo deles cobras e lagartos. Dona Rosinha foi para a Prefeitura de Campos, Garotinho para sua rádio e esperaram Cabral na esquina. Agora chegou a hora da vingança. Pelas mãos rasputínicas de Dilma, Garotinho entrou no PR e é candidato a governador, evidentemente também apoiando Dilma.
Dilma
Como o Adalardo de Alegrete, Sérgio Cabral emacacou-se. Não mordeu o dedo de Dilma, mas fez pior. Mordeu em entrevista ao “Globo”:
“Como é que ela vai no mesmo dia para um palanque de situação e um de oposição? Vai acabar perdendo o voto até da minha mulher”.
Dilma, com sua conhecida arrogâcia, nem lhe deu “a ousadia da resposta”. Encarregou da tarefa o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, do PT de São Paulo, também porta-voz de José Dirceu:
“O Sérgio Cabral precisa tomar cuidado com a língua. A postura dele já atrapalhou o acordo do pré-sal. A Dilma não recusará apoio de ninguém. Se o Garotinho apoiar a Dilma, teremos dois palanques no Rio”.
Gabeira
O pânico de Sérgio Cabral tem dois nomes: Gabeira e Garotinho. Ele sabe que o Rio, com todos os seus bairros, inclusive evidentemente a Barra, Jacarepaguá, Santa Cruz, Zona Oeste, tem 50% do eleitorado. Nele, Gabeira vence os dois. Os outros 50% são da Baixada e do Interior. E as pesquisas já estão dando Garotinho na frente de Sérgio Cabral nos municípios da Baixada. Cabral tem que defender o Interior à unha.
Cabral e Garotinho vão se estraçalhar na Baixada e no Interior.Como dizem os caçadores lá no Nordeste, senta no tôco para ver uma briga boa.